Formandos tiveram segunda chance de realizar o sonho da formatura - Foto: Arquivo pessoal
Formandos tiveram segunda chance de realizar o sonho da formaturaFoto: Arquivo pessoal
Por O Dia

Rio - Os universitários vítimas de um calote da empresa Aloha Formaturas no último dia 20, ganharam o tão sonhado baile de formatura na noite desta terça-feira. A festa aconteceu na casa de eventos Ribalta, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde teria sido a primeira comemoração. 

O baile foi promovido pela Fox Formaturas, que se solidarizaram depois que uma aluna entrou em contato com a empresa para pedir orientações na madrugada do ocorrido. De acordo com um dos sócios, Feliphe Martins, os formandos haviam optado pela Aloha Formaturas por conta do valor, mas ainda mantinham contato com a empresa. 

"Nós fomos surpreendidos pela ligação de uma formanda, que não tinha fechado o pacote com a gente, pedindo orientação. Ela estava na delegacia, junto com os outros alunos, e queria saber o que faria se a empresa de formatura não tivesse aparecido no baile. Foi então que nós lançamos uma nota para tranquilizar os formandos e não deixar eles desamparados nesse momento. A gente falou que ia arcar com o baile, mesmo sem saber quanto ou o que íamos gastar, e na manhã seguinte, 90% dos nossos fornecedores parceiros ligaram para falar que iam se solidarizar também", contou Feliphe. 

Ainda segundo o sócio da empresa, a festa foi promovida para que os universitários pudessem realizar o sonho da formatura. Ele afirmou ainda que o baile foi importante para reforçar o comprometimento da empresa. 

"É um sonho deles e para a gente é nosso trabalho, é o que a gente faz todos os dias. Também fizemos por nós. É muito importante que os formandos confiem que existem pessoas comprometidas com os sonhos deles, em entregar os produtos que pagaram. Infelizmente, essa situação acaba sendo recorrente e é muito difícil de lidar. Foi muito importante realizar esse baile, do jeito que foi, porque é uma segunda chance também para a gente, foi lindo."

Ele orientou aos futuros contratantes a pesquisar sobre a reputação da empresa antes de fechar um pacote, procurar pelo CNPJ e entrar em contato com os fornecedores, para que não haja prejuízos. A formanda em nutrição da Faculdade Bezerra de Araújo, Júlia Amaral Soares, de 21 anos, conta que após a decepção com o baile que não aconteceu, ganhar uma nova oportunidade de celebrar foi gratificante. 

"No evento que não aconteceu, a gente se arrumou e passamos nossa noite de formatura na delegacia. Chegar na festa e ver que conseguiram oferecer tudo do melhor, nos confortou muito. Eles tiveram todo o cuidado e foi muito gratificante. Planejaram uma festa em muito pouco tempo, praticante em uma semana, e foi tudo perfeito, com tudo da melhor qualidade, completamente sem custo. Durante a noite inteira não tivemos problema", comemorou a jovem. 

Antes de realizar o sonho do baile de formatura, a integrante da comissão organizadora da festa, Natany da Silva de Abreu, 23, conta que teve mede de estar caindo em um novo golpe. 

"Ficamos apreensivos depois de tudo o que passamos com a Aloha, nos causou um trauma. Mas, sempre nos tranquilizavam e falavam conosco. Até mesmo ontem eles mantiveram contato para vermos que estavam realmente arrumando as coisas", disse a universitária que também falou sobre a emoção de ver o local pronto para o evento.

Jovem teve medo de cair em novo golpe, mas se emocionou quando viu o local pronto para a festa - Foto: Arquivo pessoal

"Eu estava mega ansiosa para ver entrada, porque da outra vez não tinha nada, estava tudo apagado. Mas, estava tudo lindo, a fachada, a decoração, tudo lindo. Foi extremamente emocionante. Sensação inexplicável."

Apesar de terem ganhado uma celebração sem custos, apenas 93 dos cerca 140 formandos puderem participar da comemoração. Alguns deles, segundo Natany, não tinha tiveram condições financeiras para os trajes e a locomoção, já que o prejuízo de cada aluno foi de aproximadamente R$5 mil. A jovem também informou que o dono da Aloha, Rodrigo Lopes Marques, propôs uma nova festa, que foi recusada. Em um encontro com o advogado do empresário, ele ofereceu devolver uma parcela do valor investido, mas as vítimas do golpe não aceitaram e recorreram à Justiça. 

 

 

 

 

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