Centro de Letras e Artes da Unirio é interditado pela Vigilância Sanitária

Medida foi adotada por prevenção a riscos à saúde pública

Por O Dia

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) -
Rio - Os reservatórios de água do Centro de Letras e Artes da Unirio foram interditados pela Vigilância Sanitária, nesta quinta-feira, na Urca. A medida foi adotada como prevenção a riscos à saúde pública, depois de uma nova vistoria realizada na universidade. A Vigilância Sanitária informou que os técnicos constataram que os serviços de higienização e manutenção no sistema de abastecimento, determinados na inspeção de quarta-feira, ainda não foram iniciados.
Para que o Centro de Letras e Artes seja desinterditado, é preciso limpar a caixa d'água central de oito mil litros e as três cisternas, que têm capacidade total de 30 mil litros. Depois disso, também é necessário apresentar o certificado dos serviços que foram realizados e fazer uma adequação das vedações dos reservatórios, além de uma nova análise para comprovar a qualidade da água para consumo, conforme informou a Vigilância Sanitária.
A universidade ainda não se pronunciou sobre a interdição desta quinta-feira.
Visitas à Unirio
A ação da Vigilância na Unirio começou na segunda-feira, depois de um pedido da direção do Centro para que fosse realizada uma análise da potabilidade da água, por conta dos três casos de Hepatite A confirmados entre os alunos. De acordo com a Vigilância, das seis amostras coletadas por profissionais do Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), cinco não apresentaram alteração e uma teve resultado insatisfatório por falta de cloro.
Os laudos foram entregues nesta quarta, durante a segunda visita à universidade, quando técnicos coletaram amostras específicas, ao seguirem o protocolo, para exames de hepatite A. O material foi entregue ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen, do estado), que encaminhará as amostras à Fiocruz, referência para análise da doença. Além disso, também foram inspecionados torneiras, banheiros e restaurante, assim como a caixa d'água e as cisternas - onde foram identificados vestígios de terra e galhos, que podem ter relação com as enchentes de um mês atrás e ter provocado acúmulo de resíduos no fundo dos reservatórios.

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