Patinetes elétricos viram polêmica

Prefeitura prepara decreto definitivo para regulamentação do serviço na cidade

Por LUIZ PORTILHO

Anderson Caldeira aprova novo meio de transporte nos pequenos deslocamentos, mas pede segurança
Anderson Caldeira aprova novo meio de transporte nos pequenos deslocamentos, mas pede segurança -
Rio - Implementado na cidade do Rio em dezembro do ano passado, os patinetes elétricos são alvo de polêmica. Por ainda não ter sido regulamentado, o novo meio de transporte tem gerado muita controvérsia. Em função dos diversos acidentes ocorridos, a deputada estadual (PSD) apresentou na semana passada Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) para obrigar as empresas a fornecer capacete e pagar seguro aos usuários. Já a Prefeitura do Rio trabalha na elaboração de um decreto para regularizar o serviço.
"O patinete não é brinquedo de criança. Temos que aprimorar. Tudo que é novo precisa ser discutido. As pessoas precisam de segurança. É muito fácil para alugar. Mas não é só uma questão de habilidade para pilotar. Se uma pessoa com patinete ficar tonta, passa mal, ela vai cair e quebrar o nariz? A segurança é para evitar isso", destaca a deputada Rosane Felix.
A própria parlamentar, inclusive, sofreu um acidente com um patinete no último dia 5, em Copacabana, na Zona Sul, e quebrou três dentes. "Achei até pouco pelo que pode acontecer com qualquer pessoa. Por isso, o uso do capacete é fundamental", avalia. A deputada acrescenta o projeto ainda passará pelas comissões de Constituição e Justiça, Transportes e Economia, Indústria e Comércio antes de ir para votação no plenário da Alerj.
Em nota, a Secretaria Municipal de Fazenda informou que "trabalha, junto a demais órgãos competentes, na elaboração de decreto definitivo com a devida regulamentação do serviço. O texto está em fase final de elaboração e quando for concluído será publicado no Diário Oficial". A Tembici, que oferece o serviço, garantiu que alerta os usuários sobre a necessidade de usar capacete.
Aprovação
Apesar da polêmica, cariocas e turistas aprovam o serviço. É o caso do professor de mercado financeiro Anderson Caldeira, de 45 anos, que usa o patinete em pequenos deslocamentos pelo Centro do Rio. "Peguei na Cinelândia e estou indo até a Presidente Vargas. Devo gastar uns cinco minutos no trajeto. Acho o serviço interessante, só precisa de mais segurança. Mas no Rio isso é bem complicado, porque se colocar capacete vão roubar", conclui.
Morador de Niterói, o diretor de produção Frederico Silva, de 42 anos, também aprova o serviço. "Levo seis minutos de onde saio, na Praça XV, até meu trabalho. Me serve bastante e não pretendo parar de usar", diz. Já o casal de turistas Djoni da Silva e Maiara Damine quer levar a novidade para Primavera do Leste, no Mato Grosso. "Estamos estudando o empreendimento. Será bem interessante. Mas se eu for levar, realmente, para a minha cidade, tornarei obrigatório o uso do capacete", conta o gerente comercial Djoni.
Colaborou o estagiário Felipe Rebouças

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