Defensoria analisará situação de moradores da Muzema

Cerca de 100 moradores estiveram no local para relatar demolição de prédios

Por O Dia

Trabalho na comunidade da Zona Oeste do Rio
Trabalho na comunidade da Zona Oeste do Rio -
Rio - A Defensoria Pública do Rio informou, nesta quarta-feira, que analisará a adoção de medidas extrajudiciais e judiciais que forem necessárias para resguardar o direito dos moradores da Muzema, na Zona Oeste do Rio. Cerca de 100 moradores foram recebidos pelas defensoras dos Núcleos de Terras e Habitações, da Fazenda Pública, Defesa do Direito do Consumidor e Tutela Coletiva da Defensoria Pública para relatar o recebimento de notificações sobre irregularidades em suas residências.
Segundo a assessoria da instituição, o grupo relatou que pelo menos 2 mil moradores foram notificados e que a maior parte das comunicações ordenam a demolição imediata das residências, sob pena da demolição ser executada pelo próprio município. Os moradores ainda relataram que utilizaram toda as economias que tinham para adquirir os imóveis e que não têm para onde ir.  
Desabrigados tentam se recuperar após um mês
Passado um mês do desabamento dos dois prédios, quem perdeu tudo ainda enfrenta entraves burocráticos, seja para conseguir novos documentos, seja para receber aluguel social. Em relação à tentativa de recuperar o investimento da compra dos imóveis irregulares, a questão está nas mãos da Polícia Civil, que tenta capturar Rafael Gomes da Costa e Renato Siqueira Ribeiro, suspeitos de serem os corretores, e José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo, apontado como responsável pela construção dos edifícios que foram abaixo no Condomínio Figueiras do Itanhangá. Vinte e quatro pessoas morreram e sete ficaram feridas na tragédia.

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