Justiça federal condena contraventores da Operação Furacão

Pena foi fixada em 23 anos e 29 dias de reclusão, em regime fechado

Por O Dia

O contraventor Anísio Abrahão David, da Beija Flor
O contraventor Anísio Abrahão David, da Beija Flor -
Rio - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) condenou, por unanimidade, os contraventores Aniz Abrahão David e Ailton Guimarães Jorge por corrupção ativa e formação de quadrilha para exploração do "jogo do bicho" e caça-níqueis. No entanto, o colegiado entendeu que a condenação por formação de quadrilha prescreveu por conta dos réus terem mais de 70 anos de idade.
A pena para ambos foi reduzida em 23 anos e 29 dias de reclusão, em regime fechado. As defesas terão prazo para entrar com novos recursos, mas os magistrados do tribunal já poderão determinar a execução provisória da pena com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). 
Anísio, presidente de honra da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, e Capitão Guimarães, ex-presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio) foram condenados a 48 anos e 8 meses de prisão na 1ª instância.
O processo contra o bicheiro Antônio Petrus Kalil, o Turcão, foi extinto. Turcão morreu em janeiro deste ano.
Operação Furacão
Apelidada de Hurricane (furacão, em inglês), a operação que prendeu a cúpula do bicho e atingiu membros do Judiciário foi feita pela Polícia Federal em 13 de abril de 2007. 
Vinte e cinco pessoas foram presas, entre elas o ex-vice-presidente do TRF-2, o desembargador José Eduardo Carreira Alvim; o desembargador Ricardo Regueira, o juiz Ernesto da Luz Pinto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP); o procurador Regional da República João Sérgio Leal Pereira e o advogado Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, que também foi acusado de participação no esquema, mas não foi preso.
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