Secretário de Meio Ambiente constata mortandade de peixes na Lagoa da Tijuca

Marcelo Queiroz acompanhou vistoria após reportagem do DIA registrar o recolhimento pelo biólogo Mário Moscatelli de uma tonelada de peixes mortos no local

Por O Dia

Peixes mortos foram recolhidos
Peixes mortos foram recolhidos -
Rio - O Secretário de Meio Ambiente da Cidade, Marcelo Queiroz, acompanhou nesta segunda-feira uma vistoria na Lagoa da Tijuca, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, acompanhado do biólogo Mário Moscatelli e uma equipe da Patrulha Ambiental. Na visita, as autoridades constataram a mortandade de peixes e degradação da lagoa, registrada pelo DIA no domingo, quando foi recolhida uma tonelada de peixes mortos. 
O biólogo Mario Moscatelli explica que as espécies, a maioria tilápias, foram prejudicas pelo lançamento de esgoto na água. "A ressaca no mar desde quarta-feira remexeu o fundo da lagoa e houve a liberação de gás sulfídrico e metano, duas substâncias presentes no esgoto, lançado em grande intensidade na água. Essa região, infelizmente, é uma grande latrina", explicou o biólogo. "Os peixes continuam chegando na margem da lagoa já em decomposição, ainda tem muitos boiando no meio da lagoa e nas demais margens", acrescentou.
Moscatelli calcula que em toda a lagoa devem ter de 3 a 4 toneladas de peixes mortos. "Só fizemos a vistoria em uma das margens. E identificamos, pelo menos, dois pontos de lançamento de esgoto, vindo da rede de água pluvial". Como forma de denúncia, o biólogo encaminhou no domingo fotos e vídeos do local para o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcelo Queiroz, e para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.
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