ISP: Mortes por intervenção de agentes do estado sobem 15% no primeiro semestre
Governador apresentou dados do Instituto de Segurança Pública; roubos de cargas e homicídios caíram no período
Wilson Witzel apresentou dados do ISP relativos ao primeiro semestre de 2019Waleska Borges / Agência O Dia
Por Waleska Borges
Rio - O governador Wilson Witzel apresentou, nesta segunda-feira, novos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), em indicadores que traçam o cenário de crimes violentos no Rio de janeiro a junho de 2019. Segundo Witzel, houve aumento de 15% de mortes por intervenção de agentes do estado. Paralelamente, o ISP também contabilizou o menor número de policiais mortos em serviços: foram sete nos primeiros seis meses deste ano, contra 15 no período passado — uma queda de 63%. "Já mencionei que, em qualquer lugar do mundo, quem está de fuzil é abatido pela polícia. Se não entregar o fuzil é morto. Não me lembro dos Direitos Humanos terem reagido quando a polícia francesa, mortalmente, atingiu vários terroristas de fuzil em plena cidade de Paris. Então eu peço aos Direitos Humanos que não sejam seletivos. Que sejam imparciais. Se nós temos gente de fuzil envolvidos com crime organizado e usando de escudo a população, isso não é diferente do que faz Hezbollah do que fazem outros terroristas ao redor do mundo. Não se combate o terrorismo com flores. Se combate com investigação, armas do mesmo calibre e com processo rigoroso. Se não se entregarem, serão mortos. O recado está dado: não enfrente a polícia", disse Witzel, sobre o aumento de letalidade em casos envolvendo policiais.
Witzel anunciou que estuda colocar reconhecimento facial nos ônibus. "Temos que reduzir essa mancha criminal com tecnologia e fiscalização", afirmou.
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O número de roubos de cargas diminuiu em 21% e o número de homicídios caiu em 23%. No primeiro semestre houve 2.269 operações da PM e 725 operações da polícia civil, resultando em 4.795 armas apreendidas. De janeiro a junho, o DGCCOR recolheu R$ 14 milhões em investigações envolvendo crimes de lavagem de dinheiro. Cerca de 20,7% de criminosos foram identificados em apurações sobre roubos e 27,1% em casos de letalidade violenta. O número final compreende 60,4% de bandidos identificados em investigações de todos os crimes.
A DGCCOR também indiciou 179 pessoas em crimes de lavagem de dinheiro, 114 em investigações próprias e 65 foram indiciados em outras distritais. Foram capturados 980 bandidos envolvidos com roubos e 4.852 foram presos em todos os delitos.
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Como antecipado pelo DIA, o programa Segurança Presente terá nove novos pontos e vai passar de mil para 2 mil homens. Em Nova Iguaçu, o programa será implementado 16/08. Em Laranjeiras, 06/09; em Bangu 20/09; em Botafogo dia 04/10; em Austin (Nova Iguaçu) dia 18/10; em Duque de Caxias 1/11; em Botafogo 14/11; Vila Isabel e Grajaú 20/11; e em Miguel Couto (Nova Iguaçu) dia 06/12.
"O Segurança Presente é um programa diferente, tem a integração de vários órgãos que atuam. A Polícia Militar tem um foco específico que é a mancha criminal e o Programa Segurança Presente atua integrando outras secretarias. Nós queremos ajudar no controle da ordem pública. Tem o problema dos camelôs, que não é só do município é do estado também. Se o camelô vende mercadorias sem nota fiscal, sem licença, ele está criando concorrência desleal, assim temos perdas de arrecadação, ICMS, sem falar do incomodo que é o camelô nas ruas, que não tem autorização para ficar. Então. a Secretaria de Governo tem essa missão que é trabalhar na ordem pública ajudando inclusive as prefeituras, não só do Rio de Janeiro, fazendo essa integração. É um programa multidisciplinar", disse Witzel.