Traficantes derrubam ponte na Favela do Muquiço

Moradores denunciam que acesso à creche municipal da comunidade ficou prejudicado

Por O Dia

Rio - Moradores da Favela do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte, denunciaram que traficantes da região têm derrubado pontes da comunidade para dificultar o acesso da polícia. Uma delas dá acesso ao Espaço de Desenvolvimento Infantil Professora Miltolina da Silva. Segundo pais de alunos, passou a ser necessário fazer um caminho muito mais longo para chegar à creche municipal. A denúncia foi feita à rádio BandNews FM Fluminense.
“É um absurdo. O criminoso que se diz dono da comunidade está quebrando as pontes para as pessoas não passarem. E, na que dá acesso à creche, a gente também não consegue passar mais. Como é que eu vou levar as minhas crianças pra creche? Temos que dar uma volta de mais de 20 minutos andando”, desabafou um pai de aluno à rádio.
Questionada sobre a situação, a Polícia Civil informou que a 30° DP (Marechal Hermes) já investiga o caso. O inquérito estaria em fase final, mas corre sob sigilo. Já a Secretaria Municipal de Educação foi procurada para explicar se o problema estava afetando a frequência dos alunos e informou que a unidade está funcionando normalmente.
Moradores de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, convivem com uma situação parecida. Às sextas-feiras, os traficantes dali fecham as ruas de acesso à Favela da Cerâmica, em Boaçu, para descarregar os produtos roubados e organizar o baile funk do fim se semana. A consequência para os moradores é a dificuldade de circular pela região até para trabalhar.
Segundo denúncia, há até quem já teve que abrir mão do emprego devido ao transtorno causado pelo poderio dos criminosos. Foi o caso de uma diarista que trabalhava há cinco anos na casa da mesma família, na Zona Sul do Rio. “Quando ela chegava em São Gonçalo, à noite, os traficantes estavam fechando a rua para descarregar a carga roubada e para organizar o baile do fim de semana. Começavam a fechar a rua às 19h30. Teve um dia que ela não conseguiu voltar para casa e eu perdi a diarista”, denunciou o ex-patrão.
Procurada, a Polícia Civil informou que está apurando a denúncia de São Gonçalo. Já a Polícia Militar não forneceu resposta.
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