Casal é preso por tentar dar golpe em policial na delegacia de Copacabana

Jonathan Ferreira Barbosa e Flávia Rubio Francisco miravam policiais civis, militares e bombeiros, muitas vezes em seus locais de trabalho

Por O Dia

Dupla foi presa em flagrante dentro da própria delegacia
Dupla foi presa em flagrante dentro da própria delegacia -
Rio - Agentes da 12ª DP (Copacabana) prenderam em flagrante, nesta sexta-feira, um casal no interior da própria delegacia. Jonathan Ferreira Barbosa e Flávia Rubio Francisco foram autuados pela prática dos crimes tentativa de estelionato e associação criminosa a um dos agentes.

Os dois foram à delegacia oferecer uma proposta de “cessão de crédito” a um policial civil da 12ª DP, que já havia sido abordado na véspera pela dupla na porta da unidade. Os estelionatários se apresentaram como consultores financeiros da empresa LDB Soluções Administrativas e Assistencial Pessoal.
O agente decidiu aderir à proposta, após ouvir as explicações dos dois sobre o negócio jurídico. O golpe só não foi consumado porque outros policiais perceberam que se tratava de uma fraude intervieram.

De acordo com as provas colhidas, o casal fez a falsa promessa de que o policial receberia 10% da quantia contratada em empréstimo, tendo como contraprestação apenas repassar o restante do valor à empresa LDB Soluções Administrativas e Assistencial Pessoal, que ficaria encarregada de saldar o empréstimo. 
Pesquisas no sistema policial indicaram um registro de ocorrência do dia 24 de julho de estelionato sofrido por um bombeiro militar aposentado, vítima do golpe aplicado com o nome da mesma empresa por Flávia Rubio Francisco.
Com o casal, foram apreendidos uma lista com endereços de Batalhões da Polícia Militar; duas agendas com o nome de diversos servidores da PCERJ, PMERJ, SEAP e DEGASE, e informações sobre outros contratos fraudulentos celebrados, diversos panfletos e orientações de venda; minutas dos contratos que seriam ofertados às vítimas para celebração e assinatura; panfletos com a divulgação da oferta de serviços de “consultoria financeira especializada com atendimento personalizado”, “planos de renda fixa” e “planos de renda pré-fixada”; e até um arquivo contendo técnicas de convencimento para que as vítimas mais resistentes às abordagens não recusassem a contratação. Também foi apreendida uma via do contrato que seria celebrado com o policial civil.

A delegada da unidade considerou espantosa a audácia dos criminosos e da associação que integram, em vitimarem servidores públicos das instituições mencionadas, que são abordados muitas vezes diante de seus locais de trabalho, buscando aplicar uma de suas fraudes no interior de uma delegacia de polícia.

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