Família usa camisas preparadas para chá de bebê em enterro de menina Lavínia

Morta em um acidente de trânsito, por bandidos que fugiam de uma perseguição policial, criança, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias

Por Thuany Dossares

Aos prantos e vestindo a camisa com os dizeres 'irmão da Lavínia', militar Lucas Esteves, de 18 anos levou o caixão da irmã até a gaveta 146: 'Quis usar essa camisa pela lembrança que traz'
Aos prantos e vestindo a camisa com os dizeres 'irmão da Lavínia', militar Lucas Esteves, de 18 anos levou o caixão da irmã até a gaveta 146: 'Quis usar essa camisa pela lembrança que traz' -
Rio - Há um ano e cinco meses, a família de Lavínia Gomes Esteves, carinhosamente preparou camisas temáticas para seu chá de bebê. O que eles nunca imaginariam, é que a peça de roupa feita com tanto amor para receber a menina, seria usada por alguns também em sua despedida tão pouco tempo depois. Morta num acidente de trânsito, por bandidos que fugiam de uma perseguição policial, Lavínia, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias. O caso aconteceu na na Avenida Washington Luiz, na altura do km 116, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na quarta-feira.

“Quis usar essa camisa pela lembrança que ela traz. Só tinha usado essa camisa no dia do chá de bebê da minha irmã, hoje está sendo a última vez que vou usar, infelizmente. Nunca esperei usar essa camisa feita com tanto carinho para isso, para esse momento, e de forma tão precoce, tão brutal”, disse o militar Lucas Esteves, de 18 anos. Aos prantos e vestindo a camisa com os dizeres “irmão da Lavínia”, ele levou o caixão da irmã até a gaveta 146.

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Com a boneca preferida da filha nas mãos, Patrícia dos Santos Gomes relembrou como era a rotina da menina Cléber Mendes
Aos prantos e vestindo a camisa com os dizeres 'irmão da Lavínia', militar Lucas Esteves, de 18 anos levou o caixão da irmã até a gaveta 146: 'Quis usar essa camisa pela lembrança que traz' Cléber Mendes/ Agência O DIA
O caso aconteceu na na Avenida Washington Luiz, na altura do km 116, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na quarta-feira Cléber Mendes
Com a boneca preferida da filha nas mãos, Patrícia dos Santos Gomes relembrou como era a rotina da menina Cléber Mendes/ Agência O DIA
Aos prantos e vestindo a camisa com os dizeres 'irmão da Lavínia', militar Lucas Esteves, de 18 anos levou o caixão da irmã até a gaveta 146: 'Quis usar essa camisa pela lembrança que traz' Cléber Mendes
Durante a fuga, criminosos acabaram batendo contra o carro da babá de Lavínia, na altura do km 116, em Duque de Caxias. Com o impacto, o veículo caiu de um viaduto, na altura da Reduc Cléber Mendes/ Agência O DIA
Lavínia, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias Cléber Mendes
Lavínia, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias. Na foto, o tio da menina Daniel Santos Cléber Mendes/ Agência O DIA
Lavínia era caçula de três irmãos. Além de Lucas, de 18 anos, ela também tinha uma irmã de oito anos Cléber Mendes/ Agência O DIA
Lavínia, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias Cléber Mendes/ Aência O DIA
Lavínia, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias Cléber Mendes/ Agência O DIA
Lavínia, de apenas um ano e três meses, foi sepultada, no final da manhã desta sexta-feira, Cemitério Nossa Senhora de Fátima, na Taquara, em Caxias Cléber Mendes/ Agência O DIA


Segundo a mãe da bebê, Patrícia dos Santos Gomes Esteves, Lavínia chegou de surpresa e se tornou a alegria de toda família, era a caçula de todos e o xodó. Com a boneca preferida da filha nas mãos, Patrícia relembrou como era a rotina da menina.

“Ela acordava todo dia às 6h, era nosso despertador. Assim que ela levantava, já pegava essa boneca para brincar, botava no colo, fazia ninar. Lavínia era a alegria da nossa casa, nos alegrava todos os dias. Minha filha adorava dançar, brincar, era muito sorridente, linda demais”, contou.

Patrícia ainda contou quais eram os próximos planos da família. “A gente estava tão feliz, meu filho passou para a Aeronáutica e a gente já estava contando os dias para a formatura. Eu já tinha até separado a roupa que ela ia usar na formatura do irmão”, finalizou.

Lavínia era caçula de três irmãos. Além de Lucas, de 18 anos, ela também tinha uma irmã de oito anos. De forma inocente, a menina chegou a perguntar para uma amiguinha durante o sepultamento “será que quando a gente morrer, depois a gente vai encontrar as pessoas que a gente gosta?”.

Investigações

A Polícia Civil informou que criminosos que se deslocavam entre comunidades, tentaram roubar veículos ao longo da Rodovia Washington Luiz. Uma das investidas dos bandidos foi contra um policial militar que reagiu à ação e houve perseguição.

Durante a fuga, os criminosos acabaram batendo contra o carro da babá de Lavínia, na altura do km 116, em Duque de Caxias. Com o impacto, o veículo caiu de um viaduto, na altura da Reduc.

O caso foi registrado na 60ª DP (Campos Elíseos) e um inquérito para apurar homicídio culposo também foi instaurado.

“Nesse veículo com a criança se encontravam oito passageiros e a criança não estava com cadeira de proteção. Foi instaurado inquérito policial para apurar homicídio culposo da criança e a responsabilidade do condutor desse veículo em que ela se encontrava, pelo número excessivo de passageiros e pela falta de cadeira de proteção”, explicou o delegado Felipe Curi, do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB).

Os policiais também estão buscando imagens de câmeras de segurança que auxiliem na identificação dos criminosos em fuga.

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