Justiça adia júri popular de PMs acusados pela morte de Patrícia Amieiro

Defesa dos acusados não foi localizada e por causa disso a audiência foi remarcada

Por O Dia

Patrícia Amieiro foi morta após seu carro ser alvo de disparos dados por policiais militares, de acordo com o MP
Patrícia Amieiro foi morta após seu carro ser alvo de disparos dados por policiais militares, de acordo com o MP -
Rio - O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio decidiu adiar para o próximo dia 26 o júri popular dos quatro policiais militares acusados pela morte da engenheira Patrícia Amieiro. O crime completou 11 anos em junho deste ano. Segundo o TJ, a defesa dos homens não foi localizada e por causa disso a audiência foi remarcada.
No início do ano, o júri popular foi marcado para fevereiro depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar a "imediata" realização do julgamento, com base em pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ). No entanto, a audiência não aconteceu já que as testemunhas não foram intimadas a tempo.
Patrícia foi morta quando tinha 24 anos, em junho de 2008. Ela voltava de uma festa na Urca, na Zona Sul do Rio, e passava pela Barra da Tijuca, na Zona Oeste, quanto teve o carro atingido por tiros. As investigações apontam que os PMs Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luís do Nascimento fizeram os disparos contra o veículo, ao confundi-lo com um ocupado por traficantes. Já os policiais militares Flávio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos respondem por fraude processual.
"Os disparos de arma de fogo fizeram com que a vítima perdesse o controle do veículo no acesso à ponte existente no local e colidisse violentamente contra dois postes e uma mureta", diz a denúncia do Ministério Público.
Ainda segundo o MP, ao ver que a engenheira tinha morrido, os policiais teriam retirado o corpo dela e jogado o carro no Canal de Marapendi. O corpo jamais foi encontrado.

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