Nova decisão da Justiça autoriza Prefeitura do Rio recolher livros na Bienal
Decisão atende ao pedido do Município
Bienal deste ano superou a edição de 2017 em total de vendasEstefan Radovicz
Por O Dia
Rio - Uma nova decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), assinada neste sábado pelo presidente da Corte, o desembargador Cláudio de Mello Tavares, autoriza a Prefeitura do Rio recolher obras com temática LGBT da Bienal, que não estejam com embalagem lacrada e com advertência para o conteúdo.
No decisão deste sábado, o desembargador "ressalta não se tratar de ato de censura, mas reputa ser inadequado que uma obra de super-heróis, atrativa ao público infanto-juvenil a que se destina, apresente e ilustre o tema da homossexualidade a adolescentes e crianças sem que os pais sejam devidamente alertados, com a finalidade de acessarem informações a respeito do teor das publicações disponíveis no livre comércio, antes de decidirem se aquele texto se adequa ou não a sua visão de como educar seus filhos".
O livro é a 66ª edição da coleção Graphic Novels Marvel e foi lançada em 2016. Algumas páginas do HQ, mostram dois personagens gays em momentos de carinho; em uma delas, eles estão se beijando. A edição mostra heróis do universo Marvel mais jovens.
Após as críticas do prefeito, as vendas do quadrinho dispararam e seus exemplares se esgotaram em menos de 40 minutos.
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Em nota, a Bienal do Livro informou que vai recorrer da decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Rio no Supremo Tribunal Federal (STF), a fim de garantir o pleno funcionamento do evento e o direito dos expositores de comercializar obras literárias sobre as mais diversas temáticas.
Comprados por Felipe Neto, livros com temática LGBT são distribuídos na Bienal