Saiba como estão as investigações dos casos de crianças mortas em confrontos no Rio
Justiça irá decidir se caso Kauê dos Santos será tratado como morte em confronto com policiais. Delegacia de Homicídios da Baixada prepara reprodução simulada sobre morte de Kauan Peixoto
Ágatha Félix, de 8 anos, foi morta em setembro de 2019, no Complexo do AlemãoArquivo Pessoal
Por Bruna Fantti
Rio de Janeiro - Além de Ágatha Félix, outras quatro crianças morreram baleadas em confrontos no Estado do Rio em 2019. Em um dos casos, a polícia pediu à Justiça um parecer sobre como conduzir a investigação: o de Kauê dos Santos, de 12 anos, baleado no Chapadão, na Zona Norte. Isso porque os policiais militares alegaram que ele estava no confronto, o que a família nega. Como na ocorrência os agentes prenderam quatro pessoas armadas em flagrante, o caso foi para o Ministério Público. Segundo a Polícia Civil, caberá aos promotores decidirem se será aberta uma investigação para apurar o homicídio.
Atualmente, somente um caso está na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC): o de Jenifer Gomes, de 11 anos. A principal linha de investigação da polícia é que a menina tenha sido atingida durante troca de tiros entre criminosos. "Houve um confronto entre traficantes", disse o delegado Daniel Rosa, titular da DHC. A menina morreu em Triagem, na Zona Norte, quando enquanto em frente ao bar da mãe.
Publicidade
Segundo o delegado Moisés Santana, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) irá fazer uma reprodução simulada da morte de Kauan Peixoto, também de 12 anos, morto em Mesquita. Ainda não há data para que a ação ocorra. Não há novidades na investigação sobre Kauã Rozário, 11,atingido por uma bala perdida na Vila Aliança.