"A Avenida Marechal Floriano virou um cemitério de lojas", define o presidente da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), Roberto Cury. Dono da tradicional Mala Ingleza, na altura da Rua Camerino, ele diz que cerca de 50 de 120 lojas ao longo da via fecharam desde o início das obras. O motivo é a queda do movimento, provocada pela alteração do trânsito na região, por onde não passam mais ônibus e são poucos os carros. A loja existe há 120 anos, mas Cury pensa em fechar.
"A concessionária queria inaugurar sem receber, mas o prefeito não quer. Nossas vendas caíram cerca de 50% e vêm piorando", contou.
Adão Ribeiro, dono do restaurante Safa Onça, não suportou a crise: "Quando começou a obra, eu fui obrigado a fechar a casa, porque a freguesia sumiu".
Para o dono da centenária Casa Paladino, Ricardo Lourenço, a obra não deveria ter sido feita, mas ele defende a inauguração da Linha 3. "Agora que está feito, abandonar seria jogar dinheiro fora. Ficamos quase um ano com barulho, estremecia tudo, engolíamos poeira", comentou o comerciante.




