Criatividade para alavancar o Estado do Rio

Fórum Rio em Frente debate a capacidade dos setores da Economia Criativa para reverter a crise

Por O Dia

Pedro El Bainy, da Fábrica de Startups, apontou necessidade de fortalecer o ecossistema empreendedor
Pedro El Bainy, da Fábrica de Startups, apontou necessidade de fortalecer o ecossistema empreendedor -

Rio - As soluções para resolver problemas e alavancar o desenvolvimento do estado passam necessariamente pela criatividade. Foi o que apontaram os debatedores no quarto encontro do movimento Rio em Frente, realizado ontem no auditório da Fecomércio-RJ, no Flamengo. Em pauta, as potencialidades dos setores ligados à Economia Criativa para transformar o espaço público, gerar negócios e atrair turistas e investidores.

No encontro, foram levantados casos que deram certo em outros países e que podem ser aplicados aqui. Especialista em Economia Criativa, Ana Carla Fonseca, diretora do Garimpo Soluções, citou o exemplo de como o Peru dinamizou toda a cadeia produtiva de alimentos do país a partir de um evento gastronômico.

"Eles organizaram uma feira anual da qual participam hoje cerca de 700 mil pessoas. E conectaram desde o agricultor que ordenha a vaca no campo ao produtor até os consumidores. Em pesquisa recente, os peruanos escolheram a marca Mistura, o nome da feira, como a que melhor representa o Peru", contou Ana Carla Fonseca, que apontou a música como grande potencial na cidade do Rio para que seja construído um movimento de impacto por aqui:

"Os negócios ligados à Economia Criativa geram mais do que emprego e renda. Eles são capazes de produzir benefícios para a imagem da cidade, possibilitam conexões no tecido social e atraem investimentos", explicou Ana Carla.

A atriz e produtora cultural Carla Camurati citou um exemplo que deu certo durante a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, também ligado à gastronomia, mas com foco na comida de rua. "Montamos um feira gastronômica no MAM. Deu tão certo que tivemos que terminar o evento uma hora mais cedo, pois os participantes tinham vendido tudo", lembrou Carla Camurati, que coordenou a agenda de eventos culturais no Rio no período das Olimpíadas.

A produtora cultural disse que a grande maioria dos projetos pensados para acontecer na cidade não saiu do papel. E convocou os participantes a unirem forças para realizá-los. "O movimento de dinamizar a economia a partir da cultura precisa ser abraçado por todos, principalmente pela sociedade civil", destacou.

Para Pedro El Bainy, diretor de desenvolvimento estratégico da Fábrica Starups, é preciso desenvolver o ecossistema empreendedor no Rio. "É o que estamos buscando fazer na Fábrica de Startups, aproximando as grande empresas de empreendedores que tragam soluções".

Segundo Mirella Migliari, da ESPM, o design será cada vez mais importante nesse processo de transformação: "O design hoje é transversal e passa por todas os setores ligados à tecnologia e à inovação".

Setores

Economia criativa

O segmento é caracterizado por um conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural capazes de gerar valor econômico. São exemplos as artes, arquitetura, design, moda, gastronomia, artesanato e pesquisa e desenvolvimento.
 
Ética em debate

O movimento Rio em Frente foi criado pelo DIA a partir de iniciativa da Fecomércio RJ com o objetivo de buscar soluções para o estado. O último dia de debates será na próxima segunda-feira, quando o historiador Leandro Karnal dará uma palestra sobre ética.
 
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