
Ontem, quatro policiais militares prestaram declarações no Superior Tribunal Militar (STM), na Ilha do Governador, como testemunhas de defesa: o 1º tenente Rodrigo Lima dos Reis, os cabos Rodrigo da Silva Fernandes e Gabriel Rodrigues Maia e o soldado Bruno dos Santos Cabral, todos do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais.
Os policiais contaram que não participaram da operação e que só chegaram ao local após o fato ocorrido. Um dos PMs disse que o cheiro de pólvora era muito forte no local do crime: “Eu vi que tinha uma pessoa sem vida dentro do carro. Um dos militares disse que havia chamado socorro e me pediu para reforçar o pedido”, explicou.
O depoimento dos militares deveria acontecer hoje. Entretanto, como o conselho julgador, formado por um juiz federal e quatro militares do Exército, estava sem um dos oficiais, a defesa pediu o adiamento.
O advogado Paulo Henrique Mello, que defende os 12 réus, disse que seria prejudicial à defesa os testemunhos de seus clientes sem a presença do quarto representante da Justiça Militar. “O Rio se encontra em guerra. Naquele dia, os militares estavam em guerra. Ouvir os réus sem a presença de todos irá prejudicar o direito de defesa”.
O Superior Tribunal Militar (STM) aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) no dia 11 de maio pelos crimes de homicídio qualificado e omissão de socorro, por supostamente não terem prestado assistência às vítimas.




