
Para Bruno Xavier, 34, pai de Dyogo, a conclusão não é novidade. “Não tinha nenhum tiroteio. Nós já sabíamos que o disparo tinha partido de um policial. Cadê a arma? Ninguém é preso ou suspenso e já vão fazer dois meses. Se meu filho tivesse algum envolvimento com o tráfico, seria alguma coisa que já esperaríamos. Mas não é o caso, ele estava indo treinar. Por que atiraram nas costas dele? Um tiro de fuzil. Por que não pararam e o revistaram? É triste saber que, mesmo que essas perguntas sejam respondidas, o buraco da bala ficou na nossa família”, diz o pai do rapaz.
“No próximo sábado, dia 12, Dia das Crianças, completa dois meses da morte dele, e como fica a nossa família? Vamos comemorar o quê? Daqui pra frente, todos os dias vão ser difíceis”, lamenta Bruno.
Imagens da câmera do ônibus dirigido pelo avô de Dyogo, Cristóvão Xavier, divulgadas ontem, mostram o exato momento em que ele vê seu neto baleado no chão e o socorre. Dyogo chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu.




