Tempo de fabricação para táxis é aumentado no Rio

Decreto aumenta em dois anos o período

Por O Dia

Taxistas fizeram protesto na Cinelândia, na última quinta-feira
Taxistas fizeram protesto na Cinelândia, na última quinta-feira -

Rio - O prefeito Marcelo Crivella publicou nesta sexta-feira, no Diário Oficial do município, decreto que aumenta em dois anos o tempo máximo de fabricação para que os veículos possam ingressar no sistema de táxis do Rio. Antes, o táxi comum podia ter quatro anos de fabricação, agora poderá ter seis anos de produção para aderir ao sistema. No caso do táxi executivo, que antes tinha que ter três anos de fabricação, agora poderá ter cinco para ingressar.

A publicação do decreto ocorreu um dia após taxistas e motoristas de aplicativos de transporte travarem uma guerra, na Cinelândia, por conta de um projeto de lei que cria regras mais rígidas para serviços como Uber e 99. Apesar do decreto, o tempo de permanência no serviço permanece o mesmo: oito anos para os táxis comuns e sete para os executivos. "A medida representa mais um benefício da atual gestão em prol da categoria", informou a Secretaria municipal de Transportes.

Também nesta sexta, Crivella entregou 80 autonomias de táxi. A prefeitura informou que a gestão atual atingiu a marca de 1.980 autonomias distribuídas a auxiliares de táxi que aguardavam na fila há cerca de 20 anos.

Diretor do Sindicato dos Taxistas Autônomos do Rio, Alexandre Rezende diz que as novas medidas ajudam o taxista em "um momento econômico de crise". Ele critica, porém, o Projeto de Lei Complementar (PLC 78/2018) que prevê regras mais rígidas para os aplicativos, como Uber e 99, como uso de placa vermelha e o fim do preço dinâmico. "Se por um lado, o prefeito tem facilitado a vida do ingresso do novo taxista, por outro, esse PLC inviabiliza o trabalho da categoria".

 

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