Luan e o pai, o taxista Ednaldo Dantas - Arquivo Pessoal
Luan e o pai, o taxista Ednaldo DantasArquivo Pessoal
Por Jenifer Alves*
Rio - Familiares de Luan Henrique, de 27 anos, montaram uma vaquinha para arrecadar dinheiro e levar o corpo do auxiliar de cozinha para a cidade de Bayeoux, na Paraíba. O rapaz, morto queimado pela ex-namorada, morava há três anos com o pai, o taxista Ednaldo Dantas, na comunidade Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.
Anderson Dantas, irmão da vítima, mora na Paraíba e diz que o rapaz era ligado à família e amigo de todos: "Era um menino carinhoso, alegre, brincalhão, feliz. Não tinha maldade com ninguém. Toda a família esperava que ele saísse dessa. É muito triste", disse.
Publicidade
Segundo ele, a família espera que o pai do rapaz também volte a morar na Paraíba após o ocorrido. As despesas para levar o corpo do rapaz para o estado incluem translado, sepultamento e passagens. A conta divulgada para arrecadar os valores é Caixa Econômica, AG: 0204, C/P: 00820898-1, CPF: 727.***.384-**.
Entenda o caso
Publicidade
Luan Henrique teve 40% do corpo queimado após uma discussão com a ex-namorada, no último sábado, em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Segundo o pai da vítima, o taxista Ednaldo Dantas, 47, a mulher chamou o rapaz para conversar na casa dela e, durante uma briga, jogou álcool e colocou fogo nele. Luan foi socorrido para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde ficou internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). O auxiliar de cozinha faleceu na noite desta quarta-feira. 
Prisão de acusada
Publicidade
 
Crime aconteceu em Rio das Pedras e Alessandra foi encontrada em Guaratiba - Divulgação
A ex-namorada de Luan Henrique, Alessandra Mangabeira da Silva, de 27 anos, foi presa em Guaratiba, na Zona Oeste, na manhã de quinta-feira. Ela é acusada de ter colocado fogo no corpo do rapaz durante uma briga. A prisão foi realizada por agentes da 32ªDP (Taquara). A delegada Carolina Salomão, titular da unidade, conta que a mulher não demonstrou arrependimento durante o depoimento.
Publicidade
"Ela vai falando a história com um sorrisinho no rosto, como se estivesse satisfeita, debochando. Cheguei a perguntar se ela tinha consciência. Falei 'você vai ficar presa por homicídio e está achando graça?'. Ela respondeu 'só eu sei como estou por dentro'. Mas ela não parece mal, parece que está indo comprar pão", contou a delegada.
*Estagiária sob supervisão de Cadu Bruno