Coronavírus: Prefeitura do Rio oferece serviços sociais a transexuais e garotos de programa

Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual acompanha necessidades do abrigo LGBT Casa Nem, em Copacabana, onde vivem 70 pessoas. Duas delas estão isoladas com sintomas do novo coronavírus

Por O Dia

Presidente do Grupo Pela Vidda Maria Eduarda Aguiar atua com coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini
Presidente do Grupo Pela Vidda Maria Eduarda Aguiar atua com coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini -
Rio - Mulheres cis, travestis, transexuais e garotos de programas que trabalham no mercado sexual pela região do Centro da cidade foram orientados a ficar distante das ruas durante o período de isolamento social. A força tarefa montada também contou com as orientações da advogada e ativista Maria Eduarda Aguiar, presidente do grupo Pela Vidda, que há mais de duas décadas promove apoio às pessoas vivendo com HIV.
A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS-Rio), em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), a II Região Administrativa do Centro e o programa de segurança Lapa Presente, promoveu na noite desta quarta-feira uma ação de conscientização e enfrentamento ao risco de exposição a infecção pelo novo coronavírus (covid-19) para as profissionais do sexo na região da Lapa, área central da cidade do Rio.

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Casa Nem, ocupação em Copacabana onde vivem mais de 70 pessoas, tem duas pessoas isoladas com sintomas do coronavírus. Outro morador socorrido de ambulância Arquivo pessoal
Presidente do Grupo Pela Vidda Maria Eduarda Aguiar atua com coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini Divulgação
Presidente do Grupo Pela Vidda Maria Eduarda Aguiar atua com coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini Divulgação
Presidente do Grupo Pela Vidda Maria Eduarda Aguiar atua com coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini Divulgação
Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual acompanha necessidades do abrigo LGBT Casa Nem, onde moram mais de 70 pessoas Arquivo Pessoal
Ação de conscientização e enfrentamento ao risco de exposição a infecção pelo coronavírus para as profissionais do sexo na região da Lapa Divulgação
Presidente do Grupo Pela Vidda Maria Eduarda Aguiar atua com coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini Divulgação
“Fizemos o cadastro dessas pessoas para receber cestas básicas da prefeitura e acompanhamento de saúde. Muitas delas moram na rua ou pagam por diárias em albergues pela região da Lapa. Oferecemos os abrigos do município nesse momento difícil. Somente duas delas aceitaram o acolhimento. Ficamos muito preocupadas com a situação das pessoas LGBTs em situação rua, dos profissionais do sexo que já estão expostos a todo tipo de violência e doenças todos os dias. No caso do coronavírus é uma questão sanitária, de saúde pública, precisamos que eles se protejam e também preservem as outras pessoas. Lutamos contra a Aids e as doenças sexualmente transmissíveis durante todo o ano, agora também precisamos agir na luta contra a covid-19", afirma o Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini.

Casa Nem

A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual vem acompanhando de perto as necessidades do abrigo LGBT Casa Nem, ocupação em Copacabana onde moram mais de 70 pessoas. Duas delas estão isoladas com sintomas do novo coronavírus. Outro morador da casa foi retirado de ambulância acometido pela doença.

“Estamos tomando todas as medidas de higiene, contato e isolamento para evitar que uma tragédia aconteça” explica a coordenadora da Casa Nem, Indianara Siqueira.

O Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, reforça a preocupação com a segurança sanitária do grupo, que depende do acolhimento na Casa Nem para ter onde dormir e o que comer.

"Imagina se diante da situação precária em que essas pessoas de vulnerabilidade já vivem, contabilizarmos dezenas de casos de infectados pelo coronavírus nessa ocupação, em plena Copacabana? Estamos agindo e levando serviços e buscando apoios. Eles precisam de todo tipo de doações e da solidariedade das pessoas", pontua Georgini.

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