MPRJ e Defensoria ajuízam ação para que Cedae garanta água à população durante pandemia
Para garantir medidas de higiene para todos, principalmente os grupos mais vulneráveis, o Ministério Público do Rio e a Defensoria Pública do Estado ajuizaram uma ação civil pública contra a Cedae, o Estado do Rio e o Instituto Rio Metrópole, para que elaborem um Plano de Emergência e Contingência
Estação passou por manutenção anual das 8h de ontem até as 4h desta sexta-feira Cléber Mendes / Agência O DIA
Por O Dia
Rio - Para garantir medidas de higiene para todos, principalmente os grupos mais vulneráveis, o Ministério Público do Rio e a Defensoria Pública do Estado ajuizaram uma ação civil pública contra a Cedae, o Estado do Rio de Janeiro e o Instituto Rio Metrópole, para que elaborem Plano de Emergência e Contingência.
Os órgãos querem que os réus elaborem um plano de contingência que contenha a identificação e o mapeamento das áreas de alto risco de transmissão do coronavírus e com saneamento básico precário; procedimentos sistematizados para distribuir água por meio de caminhão pipa; procedimentos a serem realizados em áreas sem tratamento de água e esgoto; entre outras medidas.
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As ações e medidas devem garantir a regularidade do abastecimento público de água nos municípios atendidos pelo Sistema Guandú, como forma de prevenção e mitigação da propagação do covid-19.
A ação explica a relação entre a Covid-19 e o saneamento, ressaltando que uma das principais formas de transmissão é o contato – uma vez que gotículas expelidas podem se depositar sobre superfícies com as quais outras podem ter contato. Diante desse quadro, descreve a ACP, uma das medidas de proteção é lavar as mãos com água e sabão, razão pela qual especialistas da ONU teceram recomendações no sentido de que "os governos de todo o mundo devem prover acesso contínuo a água suficiente, para suas populações que vivem nas condições mais vulneráveis".
A petição inicial ressalta, ainda, que dentre as medidas preventivas para evitar o avanço do coronavírus previstas no site do Governo do Estado do Rio de Janeiro, uma das principais é para que se lavem "regularmente as mãos com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, esfregue da ponta das unhas até os punhos, sem se esquecer de lavar entre os dedos". Ocorre que a correta higiene pessoal, apontada como uma das principais medidas para prevenir o contágio, não está disponível para inúmeras pessoas que não têm acesso a serviços seguros de água.
Nesse contexto, o MPRJ e a Defensoria requerem, liminarmente, entre outros pedidos, que o plano a ser elaborado contenha providências para a provisão contínua e segura do abastecimento público de água em todas as áreas (formais e informais; regulares e irregulares) dos municípios atendidos pelo sistema Guandú, operado pela Cedae. Os autores da ação pedem que o plano seja apresentado em Juízo no prazo de sete dias, igualmente submetendo-o para a Agenersa, a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro.