UPA do Engenho Novo tem paciente em estado grave com dificuldades de conseguir transferência para hospital de grande porte - Fernanda Dias/ Agência O Dia
UPA do Engenho Novo tem paciente em estado grave com dificuldades de conseguir transferência para hospital de grande porteFernanda Dias/ Agência O Dia
Por Beatriz Perez
Rio - A família de uma paciente de 54 anos internada há sete dias com suspeita de covid-19 na UPA do Engenho Novo, Zona Norte do Rio, se queixa da demora para conseguir transferir Maria do Socorro de Moura Coccaro para um leito de CTI de hospital. Um laudo médico aponta que a paciente sofria risco de morte na Unidade de Pronto Atendimento, devido à gravidade no quadro de saúde. Ela só conseguiu ser transferida na tarde desta sexta-feira.
Na tarde desta sexta-feira, a Central Unificada de Regulação informou que a paciente Maria do Socorro de Moura está com vaga autorizada para o Instituto Estadual do Cérebro, referência estadual para o atendimento de casos de coronavírus. A direção da UPA Engenho Novo informa que, na unidade, a paciente recebeu assistência adequada e fez exame de imagem, sangue e testagem para o coronavírus.
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A sobrinha de Maria do Socorro, Patrícia Moura, conta que conseguiu uma ordem judicial para a transferência na noite de ontem. "Minha tia está com covid-19 na UPA aguardando transferência e ninguém faz nada. Já temos ordem judicial, laudos médicos e até agora nada", denunciou. Mais tarde, ela atribuiu a transferência à repercussão do caso na imprensa. "Quando a imprensa começou a cobrar nos ligaram dizendo que tinham conseguido uma vaga", conta.
Na última quinta-feira, Maria do Socorro procurou a UPA de Irajá com a filha mais velha e o marido, que também se sentiam mal. Mas, segundo a família, foram liberados com suspeita de Chikungunya. Após três dias, a dona de casa procurou a UPA de Engenho Novo com o quadro agravado. O marido e a filha de Maria do Socorro estão em isolamento domiciliar.
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Um laudo médico assinado na quinta-feira atesta que Maria do Socorro deu entrada no dia 28 de março com quadro de dispnéia (dificuldade para respirar), febre, tosse seca e prostração há dois dias. Ela permaneceu internada com quadro de infecção pulmonar e suspeita de covid-19. Mas o quadro se agravou e ela precisou ser entubada com o agravamento do estado de saúde. "No momento encontra-se sedada com ventilação mecânica", diz o laudo.
"Diante da gravidade do quadro e da possibilidade de recuperação solicito transferência para hospital de grande porte para leito de cuidados intensivos. Reitero que a permanência do paciente nesta unidade pré-hospitalar, em tais condições, caracteriza risco de morte", finaliza o documento médico. 
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