Máscaras de pano serão produzidas e fornecidas aos trabalhadores de serviços essenciais que precisam sair de casa - Cléber Mendes/ Agencia O Dia
Máscaras de pano serão produzidas e fornecidas aos trabalhadores de serviços essenciais que precisam sair de casaCléber Mendes/ Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - Em meio ao aumento da quantidade de mortes pelo novo coronavírus a cada dia que passa na cidade, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu distribuir 1,8 milhões de máscaras de pano às pessoas que precisam sair de casa para trabalhar durante a pandemia. Com investimento de mais de R$ 4 milhões, a confecção dos itens será realizada por 600 costureiras, a maior parte delas de comunidades do município.
A princípio, a entrega dos EPIs (equipamento de proteção individual), que ainda não possui uma data definida para início, deverá ser feita em estações de transporte público, como metrô, trem e BRT. Os recursos investidos nessa iniciativa, implementada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, virão do fundo criado para o combate à covid-19.
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A ideia inicial é que cada costureira produza, pelo menos, três mil máscaras por mês. Elas receberão todos os materiais para confecção dos itens e um ajuda de custo, ainda sem valor divulgado. Das 600 mulheres envolvidas no projeto, 500 são provenientes de favelas como Rocinha, Maré, Vidigal, Alemão e Pavão-Pavãozinho.
As outras 100 vêm de um grupo de artesãs, que será escolhido detalhadamente pelas autoridades responsáveis. Tia Ju, secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, explica o motivo de se utilizar as máscaras a partir de abril.
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“Embora a máscara de tecido não evite 100% a carga de vírus exalada ou inalada no ambiente, ela pode barrar algo entre 60% e 70%. Assim, a quantidade de vírus depositada em superfícies diminui e, consequentemente, a transmissão dele também cai”, destaca ela.