As vidas que nascem durante a pandemia do novo coronavírus

Pais festejam chegada de herdeiros num momento de tantas incertezas no mundo

Por ANA CARLA GOMES

Leandro Vissotto e Nathalia festejam o nascimento de Domenico, no início de março. A estudante Taísa Vieira aguarda a chegada de Aurora
Leandro Vissotto e Nathalia festejam o nascimento de Domenico, no início de março. A estudante Taísa Vieira aguarda a chegada de Aurora -
Em meio à pandemia do novo coronavírus, há vidas sendo festejadas. Apesar das restrições de visitas aos recém-nascidos nas maternidades, os pais que veem seus filhos nascerem durante esses tempos difíceis comemoraram a chegada dos herdeiros como um momento de alegria e alento, mesmo com tantas incertezas.
Prata em Londres-2012, o jogador de vôlei Leandro Vissotto e a esposa, Nathalia, curtem a chegada do terceiro filho, Domenico, que nasceu em 8 de março, em Taubaté (SP). Eles já são pais de Victoria, de seis anos, e Catarina, de nove. "Ele é a nossa paz", diz o jogador.
O ensaio fotográfico para registrar os primeiros dias de Domenico já estava agendado, mas, por recomendação médica, foi desmarcado. Nathalia, contudo, fez em casa as fotos do pequeno com as medalhas do marido.
Companheiro de clube de Vissotto em Taubaté, o levantador Rapha também foi pai recentemente. A esposa Ana Paula deu à luz a Igor no dia 4 de abril. Eles já são pais de Arthur, de oito anos, e Vitor, de seis. "Ficamos um pouco tristes por não ter visitas. Não pôde fotógrafo e tive que registrar. Mas sabemos que são cuidados muito necessários", conta Rapha.
O levantador postou uma foto da mulher com o caçula na maternidade e fez questão de homenageá-la por sua força num momento tão difícil. "Falei para ela, que está ao meu lado, mas digo para todas as grávidas nesse momento. Não conseguimos entender o que se passa na cabeça delas, se policiando para não encostar, com tudo muito incerto. Elas tiveram que encarar de qualquer jeito essa batalha. Se elas passaram por isso, são capazes de passar por qualquer coisa".
Em Cabo Frio, a estudante Taísa Vieira, de 22 anos, vive a expectativa do nascimento de sua primeira filha, Aurora, previsto para esta semana. "Os últimos dias têm sido de muito receio, extremamente reclusa. Como sou uma mãe jovem, gostaria da ajuda de todos e do suporte do resto da família, mas há restrições", pondera Taísa.

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