Sumiço e troca de corpos

Erros de hospitais, com prontuários trocados, aumentam a dor do luto

Por O Dia

Parentes de Renata procuraram por horas o corpo dela
Parentes de Renata procuraram por horas o corpo dela -

Na madrugada do dia 12 de abril, Leandro Augusto Fernandes recebeu uma ligação do Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda, atestando a morte de sua sogra, Renata Barros, de 66 anos, por coronavírus. Ela havia sido transferida do Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, no dia 4. Dois dias depois, a família foi assinar a certidão de óbito e, depois, seguiu para o Cemitério do Caju, no Centro do Rio, local em que ocorreria o sepultamento. Mas o corpo não foi encontrado pela funerária.

"O hospital demorou mais de duas horas para atender. Localizaram o corpo em um anexo do hospital e disseram que a equipe tinha esquecido que estava lá", contou Leandro. A funerária teria dito que o corpo de Regina foi trocado com o de outra vítima. Em nota, o Hospital Zilda Arns afirma que não houve sumiço do corpo.

Troca no Hospital da Posse

Em Nova Iguaçu, fato semelhante: o corpo de Deuzalina de Oliveira, de 74, foi trocado e enviado para Volta Redonda. Ela faleceu no dia 13 de coronavírus e os familiares constataram a troca do corpo pelo atestado de óbito.

O Hospital reconheceu o erro e abriu uma sindicância interna para apurar a troca de prontuários. A família providenciou por meios próprios o retorno do corpo.

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