Cai exigência do CPF

Juiz dá 48h para cumprir decisão. Ontem, longas filas ainda se formaram

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Apesar da orientação para evitar aglomeração, ontem, grandes filas voltaram a tomar conta das unidades da Receita Federal no Rio, para a regularização do Cadastro de Pessoal Física (CPF) de quem precisa do auxílio emergencial de R$ 600 disponibilizado por conta da pandemia de Covid-19. Isso horas antes de um juiz, a pedido do governo do Pará, suspender essa exigência, alegando "manifesta contrariedade" às medidas de distanciamento social, e dar um prazo de 48h para que as autoridades se adequem à decisão.

Para os que aguardavam o atendimento, no entanto, a espera parecia não chegar ao fim, mas para quem foi impedido de trabalhar, a fila foi uma oportunidade de conquistar alguma renda.

Na agência de Madureira, na Zona Norte do Rio, o camelô Daniel dos Santos Neto, de 21 anos, que vendia doces no ônibus, viu a chance de conquistar novos clientes com a venda de máscaras laváveis. "Eu compro o tecido, minha avó costura e eu vendo", contou o jovem.

Desempregado e sobrevivendo de 'bicos', André Luiz Figueiredo se reinventou mais uma vez para garantir o pão de cada dia. Às 6h, ele já estava oferecendo seu café para quem estava no local e só pretendia ir embora quando a fila ou o café acabassem. "Eu faço o que posso para sobreviver", disse o ambulante.

Além da grande quantidade de pessoas na fila, quem também marcou presença foi a solidariedade, com distribuição de café e comida.

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Cai exigência do CPF O Dia - Rio de Janeiro

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Apesar da orientação para evitar aglomeração, ontem, grandes filas voltaram a tomar conta das unidades da Receita Federal no Rio, para a regularização do Cadastro de Pessoal Física (CPF) de quem precisa do auxílio emergencial de R$ 600 disponibilizado por conta da pandemia de Covid-19. Isso horas antes de um juiz, a pedido do governo do Pará, suspender essa exigência, alegando "manifesta contrariedade" às medidas de distanciamento social, e dar um prazo de 48h para que as autoridades se adequem à decisão.

Para os que aguardavam o atendimento, no entanto, a espera parecia não chegar ao fim, mas para quem foi impedido de trabalhar, a fila foi uma oportunidade de conquistar alguma renda.

Na agência de Madureira, na Zona Norte do Rio, o camelô Daniel dos Santos Neto, de 21 anos, que vendia doces no ônibus, viu a chance de conquistar novos clientes com a venda de máscaras laváveis. "Eu compro o tecido, minha avó costura e eu vendo", contou o jovem.

Desempregado e sobrevivendo de 'bicos', André Luiz Figueiredo se reinventou mais uma vez para garantir o pão de cada dia. Às 6h, ele já estava oferecendo seu café para quem estava no local e só pretendia ir embora quando a fila ou o café acabassem. "Eu faço o que posso para sobreviver", disse o ambulante.

Além da grande quantidade de pessoas na fila, quem também marcou presença foi a solidariedade, com distribuição de café e comida.

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