'Prejuízo incalculável' no calçadão de Campo Grande

Movimento foi reduzido em cerca de 80% durante a pandemia do novo coronavírus

Por Danillo Pedrosa

Apesar da queda no movimento, a última semana teve fluxo maior
Apesar da queda no movimento, a última semana teve fluxo maior -

Bairro mais populoso do Brasil, Campo Grande começa a sentir os impactos da pandemia. No calçadão do bairro, um dos centros comerciais mais movimentos da cidade, nem é possível calcular o prejuízo dos comerciantes durante o período de isolamento social.

Em dias comuns, cerca de 250 mil pessoas passam pelo calçadão mais movimentado da Zona Oeste, mas esse número chegou a cair em cerca de 80% por causa da pandemia, de acordo com a Associação Empresarial de Campo Grande (AECG).

"Antes da pandemia, tínhamos por volta de 250 mil pessoas por dia circulando (desconsiderando o acréscimo em datas comemorativas). Após os decretos houve uma expressiva diminuição, estimamos, aproximadamente, 80%", informou a AECG.

Nos últimos dias, porém, o movimento aumentou, e isso se deve ao auxílio emergencial pago pelo Governo Federal. Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o bairro lidera a lista de denúncias no Disk Aglomeração.

"Em função do auxílio que o governo está disponibilizando temos visto filas imensas. O que nos preocupa é que as pessoas não estão tendo a opção pois em sua maioria precisam comprar itens essenciais à sua sobrevivência", analisou a entidade, que explica o motivo de tantas aglomerações: "recebemos pessoas de todos os sub-bairros, o que indica que há uma grande demanda por esse tipo de serviço que seja próximo à sua residência. Nessa mesma dinâmica, os moradores de Santíssimo precisam se deslocar para Bangu ou também para Campo Grande. A demanda é alta na região por serviços específicos".

Enquanto isso, a esperança de danos menores está nas ações governamentais para reduzir o prejuízo dos comerciantes.

"A estimativa de prejuízo é incalculável em razão da imprevisibilidade. Contudo, ainda resta suporte nas iniciativas governamentais para minimizar os impactos. Por isso, acreditamos que mesmo que o impacto seja consideravelmente sentido, podemos encontrar encaixes que minimizem as consequências", analisa a AECG.

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