é hora de afrouxar?

Apesar de haver poucas vagas nos hospitais do estado do Rio, governador considera relaxamento

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Um relatório divulgado, ontem, pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirma que a taxa de ocupação de leitos da rede SUS está em 90% na cidade. Segundo o levantamento, a contagem inclui unidades de saúde da Prefeitura, as estaduais e federais. Na rede municipal, só dois leitos estão disponíveis para pacientes com a covid-19. Enquanto isso, o governador Wilson Witzel deve decidir em reunião marcada para amanhã sobre a flexibilização da quarentena no estado.

O encontro será entre o líder e secretários que estão à frente do gabinete de crise. A decisão deve seguir o que já vem sendo anunciado por outros estados, como é o caso de Santa Catarina e São Paulo, que pretendem iniciar o afrouxamento do isolamento social já na primeira quinzena de maio.

Apesar de ter renovado as medidas de isolamento social para até o dia 30, Witzel já parecia acenar desde o início do mês para uma flexibilização quando autorizou municípios do Rio sem a circulação do novo coronavírus a manter o funcionamento do comércio geral sem restrições.

Se for traçado na quinta-feira, o novo caminho do Estado rumo à flexibilização das regras de isolamento social vai de encontro às orientações de autoridades de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que defendem o isolamento social como única medida eficaz no combate ao novo vírus.

Números dizem o contrário

Em crescimento acelerado, os números de novos infectados no estado e no município do Rio também apontam para o caminho contrário ao da flexibilização. Já são 5.306 infectados e 461 mortos pela covid-19 na cidade.

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