Moda que está na cara

Máscaras personalizadas, presas em tiaras de cabelo, fazem a cabeça das cariocas durante a pandemia no Rio

Por Juliana Pimenta

Se tem uma coisa que carioca gosta de fazer é de inventar moda. E dessa vez não dá nem pra disfarçar, está — literalmente — na cara. A recomendação é de não sair às ruas, é claro, mas vários profissionais, principalmente os que são ligados a serviços essenciais, precisam seguir com suas rotinas. A solução para se manter na ativa, portanto, é estar atento aos cuidados necessários e, por que não, lançar mão de muito estilo.

Silvânia Santana é operadora de caixa de uma loja na Barra da Tijuca e tem sido vista desfilando máscaras coloridas no trabalho. "Eu nem sou muito chegada à moda ou a coisas muito coloridas, mas quando vi minhas colegas de trabalho usando, quis também. Paguei 10 reais nessa máscara que vem com a faixa. Gostei muito e já encomendei mais duas", conta a funcionária.

A criadora das máscaras, no entanto, defende que a intenção não era inventar moda. "Tudo começou com as minhas sobrinhas reclamando dos elásticos das máscaras e dizendo que a orelha ficava ardida no final do dia. Aí que fui pesquisar no YouTube alguma forma de fazer máscaras que não machucassem. Achei essa ideia da máscara que você prende direto na tiara de cabelo. Achei o máximo", conta Ester Pereira, que já fez alguns períodos do curso de Design de Moda.

"Depois que vi como fazia, pensei em criar uma coisa que as pessoas realmente quisessem usar, com estilo. Aliás, o rosto é o cartão de visita das pessoas. Aí comprei, pela internet mesmo, tecidos de gatinho, de cachorrinho, de vários jeitos. E todo mundo que compra está adorando", diz a nova costureira do pedaço que, mesmo com um bebê em casa, já produziu mais de 20 máscaras nas últimas duas semanas.

Paixão pelo time estampada no rosto

E se engana quem pensa que moda e estilo são temas exclusivamente femininos. As máscaras personalizadas também têm agradado a homens como Felipe Carvalho, que decidiu demonstrar no rosto seu amor pelo Vasco.

Com saudades dos campeonatos de futebol, que precisaram ser paralisados por conta da pandemia, o empresário brinca com a escolha da estampa para o adereço de segurança.

"Comprei essa máscara numa loja aqui no Carrefour de Belford Roxo. Nessas horas, até sentir raiva do Vasco faz falta", brinca Felipe, que acha graça até das gozações dos colegas nas redes sociais. "Essa máscara não é permitida pela OMS, pois ela costuma cair", comentou um dos seus seguidores.

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