Uma das áreas com maior circulação de pessoas, calçadão de Bangu pode ser fechado pela prefeitura - Luciano Belford/Agncia O Dia
Uma das áreas com maior circulação de pessoas, calçadão de Bangu pode ser fechado pela prefeituraLuciano Belford/Agncia O Dia
Por Danillo Pedrosa

O prefeito Marcelo Crivella está disposto a adotar medidas radicais para aumentar a adesão ao isolamento social na Zona Oeste. Em coletiva no último domingo, o gestor municipal levantou a possibilidade de bloquear vias e calçadões em Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, atitude que divide opiniões de moradores.

Bairros da Zona Oeste estão no topo da lista de denúncias no Disk Aglomeração (1746), da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), desde o início do projeto, em março. Entre os dez bairros com mais chamados, sete estão na região: Campo Grande, Bangu, Realengo, Santa Cruz, Taquara, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Copacabana, Tijuca e Centro completam a lista. Uma impressão é unânime: o desrespeito à quarentena continua alto.

"Algumas pessoas estão seguindo o isolamento e usando máscaras. Entretanto, ainda tem futebol todo domingo no meu bairro, seguido de churrasco, e alguns vizinhos fazem resenha entre eles... O mercado toma medidas de segurança e está limitando a entrada de pessoas, mas continua cheio", relata Jeniffer Pacheco, moradora de Bangu, que não se opõe às medidas radicais cogitadas pela prefeitura.

"Deve ser fechado (o calçadão), sim. Muitas pessoas estão indo para Bangu para coisas supérfluas, como comprar roupas e acessórios. O estado precisa intervir mais na Zona Oeste, principalmente em lugares como o Ponto Chic, onde os bares estão cheios", analisa a historiadora.

Já Vitória Carvalho, de Santa Cruz, não aprova a medida, uma vez que poderia prejudicar trabalhadores que ainda precisam sair de casa.

"Acredito que o fechamento das vias não vai resolver o problema. Acho desnecessário, pois quem necessita realmente da via será prejudicado", disse a dentista, que também se preocupa com a pouca adesão à quarentena."Tenho visto cenas de desrespeito ao isolamento, como pessoas aglomeradas em bares, filas de bancos, entre outros".

 

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