Pezão e ex-deputado estadual são alvos de operação por fraudes no Arco Metropolitano

Além dos dois políticos, empresários também são investigado na ação sobre lavagem de dinheiro em contratos da via

Por O Dia

O ex-governador Luiz Fernando Pezão e o ex-deputado estadual Tio Carlos
O ex-governador Luiz Fernando Pezão e o ex-deputado estadual Tio Carlos -
Rio - O Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil (DGCOR-LD) faz, desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, a Operação Cerco, que investiga lavagem de dinheiro em contratos envolvendo o Arco Metropolitano (Rodovia Raphael de Almeida Magalhães), que liga Itaguaí a Itaboraí. São quatro mandados de prisão e 26 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
Dentre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão o ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB) e o ex-deputado estadual Tio Carlos (Solidariedade), de acordo com a TV Globo. O mandado contra Pezão foi cumprido em sua casa, em Piraí, no Sul do estado.
O ex-governador está cumprindo prisão domiciliar desde dezembro de 2019, após ser peso um mês antes, na Operação Boca de Lobo, que investiga uma rede de corrupção ligada ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB), para lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão-de-obra terceirizada em órgãos da administração estadual.
Dos mandados de prisão, até o momento, foram cumpridos os contra os empresários Cesar Craveiro e Alexandre Rezende Barbosa. Os também empresários Sérgio BenincáLuiz Fernando Craveiro são procurados.
R$ 241 MILHÕES BLOQUEADOS
A ação de hoje é um desdobramento da Operação La Casa de Papel, deflagrada em novembro do ano passado, que investiga fraudes em pregões eletrônicos realizados para aquisição de resmas de papel para diversos órgãos do governo estado. Na ocasião, duas pessoas foram presas e documentos e celulares apreendidos para análise.
De acordo com a Polícia Civil, a fraude constatada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) no ano passado revelou uma movimentação financeira suspeita no valor de R$ 925 mil, transferido de empresas escolhidas para conta do principal investigado na ação de hoje.
Com base no inquérito do DGCOR-LD, a Justiça determinou bloqueio nas contas bancárias dos investigados e suas empresas, no valor total de R$ 241 milhões. Também foi pedido a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos para apurar suposta prática de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.
Em nota, o deputado Tio Carlos (Solidariedade) informou que prestou todos os esclarecimentos nesta sexta-feira. "Não tenho ligação nenhuma com a fraude a licitação e prestei todos os esclarecimentos às autoridades, disse. 
O DIA segue tentando contato com os demais.

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