Médica agredida no Grajaú tem alta após colocar parafusos no joelho

Ticyana Azambuja, de 35 anos, sofreu fraturas na perna esquerda após ser agredida ao reclamar de festa durante isolamento social. 'Correu tudo bem, graças a Deus!', comemorou a médica

Por O Dia

Ticyana D'Azambuja passou por cirurgia para colocar parafusos no joelho. Ela sofreu fraturas após ser agredida por reclamar de festa durante isolamento social
Ticyana D'Azambuja passou por cirurgia para colocar parafusos no joelho. Ela sofreu fraturas após ser agredida por reclamar de festa durante isolamento social -
Rio - A médica Ticyana Ferreira D'Azambuja, de 35 anos, agredida por ao menos cinco pessoas no Grajaú, recebeu alta neste sábado após passar por uma cirurgia para implantar parafusos no joelho esquerdo. Ela sofreu fraturas no local após a série de agressões, depois dela reclamar de uma festa durante o isolamento social
Ao DIA, Ticyana comemorou a alta médica. "Cheguei agora em casa! Correu tudo bem, graças a Deus!" , disse. Ela estava internada desde a sexta-feira no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN). A cirurgia aconteceu ainda na noite de ontem.
Cássio Cockarane, chefe da equipe de cirurgia ortopédica, explicou como foi o procedimento para colocar os fixadores, além de fazer drenagem de um hematoma e "lavagem articular". 
"O procedimento foi necessário já que tratava-se de uma paciente jovem ativa com necessidade de retorno precoce as suas atividades, e por se tratar de uma fratura articular do fêmur distal, aonde a incongruência articular poderia causar danos irreversíveis", explicou o cirurgião, através de boletim.
Segundo o profissional, ainda é cedo para avaliar se haverá sequelas, mas, a paciente terá "restrições locomotoras" por um período e precisará fazer fisioterapia motora por pelo menos três meses.
Novas imagens mostram médica sendo rendida pelos agressores
Um vídeo gravado por uma câmera de segurança da Rua Marechal Jofre, no Grajaú, mostra o momento em que a médica anestesista foi rendida por frequentadores da festa, no último dia 30 de maio. A profissional de saúde disse que na ocasião foi agredida por pelo menos cinco pessoas, dentre elas o PM do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro, 43.
Nas imagens, divulgadas nesta quinta-feira pelo "Portal Grande Tijuca", a médica corre pela rua para fugir dos agressores. Ela para um motociclista no meio da via, tenta subir no veículo, mas dois homens a impedem.
Ticyana segura a moto, em busca de proteção, mas é agarrada pelos dois homens, arrastada e um deles lhe aplica o golpe "mata-leão". Várias pessoas observam a cena, mas não interferem.
Em entrevista ao DIA, a médica contou que o barulho da festa que estava acontecendo em sua vizinhança não a deixava dormir. Após ser ignorada pelos frequentadores para diminuir o volume do som, ela quebrou o retrovisor e o para-brisas traseiro do carro do PM para chamar a atenção deles.
Os frequentadores, no entanto, partiram para cima da anestesista, que correu por cerca de 150 metros para não ser pega. Ela disse que foi agredida violentamente, ficando com várias manchas pelo corpo, além de ter braços e perna imobilizados.

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