Exclusivo:Réveillon no Rio não vai ter queima de fogos nem aglomeração em Copacabana

Riotur tem proposta para festa alternativa, com espetáculos em vários pontos da cidade, sem público e com transmissão online. Cristo Redentor e Morro da Urca podem ter shows de luzes

Por Luana Dandara

Réveillon na praia de Copacabana com show de fogos de artifícios, visto da Vista Chinesa, no Alto da Boavista. 01/01/2019
Réveillon na praia de Copacabana com show de fogos de artifícios, visto da Vista Chinesa, no Alto da Boavista. 01/01/2019 -
Rio - Depois de São Paulo cancelar o Réveillon e anunciar, na sexta-feira, o adiamento do Carnaval, por conta da pandemia, a Prefeitura do Rio também bateu o martelo: a maior festa de Réveillon do mundo, na Praia de Copacabana, não acontecerá este ano. Pelo menos não nos moldes tradicionais, com a grandiosa queima de fogos e a reunião de quase 3 milhões de pessoas. A informação foi confirmada na sexta-feira ao DIA pela Riotur. E a festividade de Momo segue pelo mesmo caminho: as escolas de samba e blocos de rua só querem desfilar após a população ser imunizada contra a covid-19.
Segundo a Riotur, será apresentado ao prefeito Marcelo Crivella, nos próximos dias, sugestões de formatos para o evento da virada, "preservando prioritariamente a segurança das pessoas e considerando também uma atmosfera de reflexão e esperança diante de tantas perdas sofridas". A ideia é que sejam realizados espetáculos em diferentes pontos da cidade, sem público, com transmissão online e aberto apenas à imprensa. As atrações ficariam por conta de um show de luzes e show musical após a meia-noite.
Alguns locais já cotados para a realização da festa são a própria Praia de Copacabana, o Cristo Redentor e o Morro da Urca. Mas a confirmação depende, principalmente, de recursos financeiros. A assessoria da Riotur destacou, ainda, que não enxerga essa virada como uma festa, mas sim um momento para passar aos cariocas uma mensagem de renovação.
Já sobre o Carnaval, a secretaria municipal adotou uma posição parecida com a do Réveillon e informou que o modelo praticado há anos não é viável no atual cenário, sem a imunização contra o novo coronavírus.
A Riotur disse aguardar a próxima assembleia da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que definirá o rumo dos desfiles. "Para o Carnaval de rua, a Riotur tem mantido conversas com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público, que participou da criação do Protocolo de Intenções e garantiu melhorias à folia".
Carnaval na Sapucaí será pouco provável
Marcada para meados de setembro, a reunião da Liesa já causa repercussão entre os presidentes das agremiações do samba, principalmente após a decisão da Prefeitura de São Paulo de remarcar o evento para maio ou junho de 2021. Para Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca, a esperança é de que algo mais concreto sobre a vacina seja divulgado até a plenária. "Carnaval é aglomeração. Não dá para pensar nessa festa sem público, com componentes de máscara".
Na Vila Isabel, o presidente Fernando Fernandes definiu como inviável realizar Carnaval em junho. "Não dá para desmontar tudo e fazer outro em fevereiro de 2022. É uma situação muito delicada, mas sem vacina não tem Carnaval", disse. Por sua vez, o presidente da Mangueira, Elias Riche, sugeriu que em meados do próximo ano seja realizada uma apresentação menor das escolas e sem pontuação, "para o povo brincar".
Representantes de blocos de rua, a Sebastiana e a Liga do Zé Pereira acreditam ser precipitado definir data para a festa e pedem uma conversa com a Riotur.

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