Estudo revela dados sobre a disseminação da covid-19 no país

O artigo publicado em uma revista norte-americana tem coautoria de infectologistas do grupo Fleury

Por Danillo Pedrosa

Celso Granato, infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, é coautor de artigo publicado na revista Science
Celso Granato, infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, é coautor de artigo publicado na revista Science -

A revista estadunidense Science, uma das mais importantes do mundo no campo científico, publicou no dia 23 de julho um artigo sobre disseminação da covid-19 no Brasil. O estudo, que traz dados inéditos a respeito do novo coronavírus no país, tem como coautores Celso Granato e Carolina Lázari, ambos infectologistas do Grupo Fleury, que atende, entre outros locais, na Barra da Tijuca.

O artigo, publicado em inglês, conclui que o início da transmissão da covid-19 no Brasil foi causado por três cepas (variações) do novo coronavírus, todas vindas da Europa. Além disso, o estudo indica que a disseminação do vírus começou nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, avançou pelo interior dos estados e, depois, chegou a outras regiões por pessoas contaminadas em aviões.

"O estudo nos traz informações sobre a trajetória de disseminação do vírus pelo território brasileiro. Concluímos que o vírus foi levado a partir de centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro por transporte aéreo interestadual para regiões como Amazonas, Pará e Ceará, o que também nos ajuda a entender a explosão de casos de covid-19 nesses estados logo no início da pandemia no Brasil", explica Celso Granato, que também é diretor clínico do Grupo Fleury.

As conclusões tiradas pelo estudo reforçam a importância das medidas de isolamento e contenção da pandemia adotadas pelos estados. "Essa informação é importante também porque conseguimos avaliar a eficácia das medidas de controle da epidemia que foram adotadas no Brasil, como, por exemplo, os deslocamentos de pessoas por voos domésticos", afirma Celso.

Agilidade fez a diferença

A agilidade e eficiência do Grupo Fleury foram alguns dos pontos positivos que levaram os infectologistas a participarem do estudo. Antes mesmo do primeiro caso confirmado no Brasil, a área de pesquisa e desenvolvimento da empresa já havia desenvolvido o teste para a covid-19, no dia 14 de fevereiro - 11 dias antes de a pandemia chegar ao país.

Para chegarem às conclusões do artigo, foi utilizado material genético recolhido de 427 amostras de testes positivos para o novo coronavírus. As amostras foram coletadas entre 5 de março e 30 de abril, em 18 estados. Parte delas foi cedida pelo Grupo Fleury, já que muitos testes desenvolvidos pela empresa foram utilizados logo nas primeiras semanas da pandemia no Brasil.

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