Matéria Salva!

Agora você pode ler esta notícia off-line

Matéria removida da seção links salvos
Publicidade

Gilmar Mendes decide manter Queiroz e Márcia em prisão domiciliar

Ministro do STF tomou decisão um dia após ministro Félix Fischer, do STJ, determinar que casal fosse para a cadeia

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz - Reprodução
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício QueirozReprodução
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Publicado 14/08/2020 22:54 | Atualizado 14/08/2020 22:55
Rio - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira um habeas corpus para restaurar a prisão domiciliar de Fabrício Queiroz e de sua mulher, Márcia Aguiar. No início da noite, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) havia expedido os mandados de prisão preventiva do casal. Com a nova decisão, eles seguem em casa.
Queiroz foi inicialmente detido em 18 de junho na casa de Frederick Wassef, então advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em Atibaia (SP). O ex-assessor é suspeito de operar um esquema de "rachadinhas" – apropriação de salários de funcionários – no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O nome de Queiroz veio à tona em dezembro de 2018, quando o Estadão revelou que ele fez movimentações financeiras "atípicas".
Publicidade
Menos de um mês após Queiroz ser preso, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, aceitou, no dia 9 de julho, um pedido da defesa do ex-assessor. No habeas corpus, os advogados de Queiroz pediram a conversão da prisão preventiva em domiciliar. Como argumento, citaram o estado de saúde do ex-assessor e o contexto de pandemia, além de criticarem fundamentos da medida autorizada pela Justiça.
Na ocasião, Noronha estendeu a prisão domiciliar para Márcia, que estava foragida. "Por se presumir que sua presença ao lado dele (Queiroz) seja recomendável para lhe dispensar as atenções necessárias", argumentou o presidente do STJ. O presidente do STJ decidiu sobre o caso durante o plantão do Judiciário, sendo responsável pela análise de casos considerados urgentes.
Publicidade
A decisão de Noronha foi derrubada na última quinta-feira pelo relator do habeas corpus, Felix Fischer, que retornou às atividades do tribunal nesta semana. Ao derrubar a prisão domiciliar do casal, Fischer apontou que o casal já supostamente articulava e trabalhava "arduamente" para impedir a produção de provas ou até mesmo a destruição e adulteração delas nas investigações de um esquema de rachadinha. Na avaliação de Fischer, as manobras de Queiroz e Márcia para impedir a localização pela polícia "saltam aos olhos".
Você pode gostar
Comentários
mais notícias
Gilmar Mendes decide manter Queiroz e Márcia em prisão domiciliar | Rio de Janeiro | O Dia Gilmar Mendes decide manter Queiroz e Márcia em prisão domiciliar | Rio de Janeiro | O Dia
Matéria Salva!

Agora você pode ler esta notícia off-line

Matéria removida da seção links salvos
Publicidade

Gilmar Mendes decide manter Queiroz e Márcia em prisão domiciliar

Ministro do STF tomou decisão um dia após ministro Félix Fischer, do STJ, determinar que casal fosse para a cadeia

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz - Reprodução
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício QueirozReprodução
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Publicado 14/08/2020 22:54 | Atualizado 14/08/2020 22:55
Rio - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira um habeas corpus para restaurar a prisão domiciliar de Fabrício Queiroz e de sua mulher, Márcia Aguiar. No início da noite, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) havia expedido os mandados de prisão preventiva do casal. Com a nova decisão, eles seguem em casa.
Queiroz foi inicialmente detido em 18 de junho na casa de Frederick Wassef, então advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em Atibaia (SP). O ex-assessor é suspeito de operar um esquema de "rachadinhas" – apropriação de salários de funcionários – no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O nome de Queiroz veio à tona em dezembro de 2018, quando o Estadão revelou que ele fez movimentações financeiras "atípicas".
Publicidade
Menos de um mês após Queiroz ser preso, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, aceitou, no dia 9 de julho, um pedido da defesa do ex-assessor. No habeas corpus, os advogados de Queiroz pediram a conversão da prisão preventiva em domiciliar. Como argumento, citaram o estado de saúde do ex-assessor e o contexto de pandemia, além de criticarem fundamentos da medida autorizada pela Justiça.
Na ocasião, Noronha estendeu a prisão domiciliar para Márcia, que estava foragida. "Por se presumir que sua presença ao lado dele (Queiroz) seja recomendável para lhe dispensar as atenções necessárias", argumentou o presidente do STJ. O presidente do STJ decidiu sobre o caso durante o plantão do Judiciário, sendo responsável pela análise de casos considerados urgentes.
Publicidade
A decisão de Noronha foi derrubada na última quinta-feira pelo relator do habeas corpus, Felix Fischer, que retornou às atividades do tribunal nesta semana. Ao derrubar a prisão domiciliar do casal, Fischer apontou que o casal já supostamente articulava e trabalhava "arduamente" para impedir a produção de provas ou até mesmo a destruição e adulteração delas nas investigações de um esquema de rachadinha. Na avaliação de Fischer, as manobras de Queiroz e Márcia para impedir a localização pela polícia "saltam aos olhos".
Você pode gostar
Comentários
mais notícias