Grávida encontrada morta em Deodoro pode ter sido assassinada pelo tráfico, diz delegada

Outra linha de investigação aponta que pai da criança, que era casado, pode ter envolvimento com o crime

Por Thuany Dossares

Rio de Janeiro - RJ - 10/09/2020 - Corpo da jovem Thaysa Campos dos Santos que estava gravida e o corpo foi achado em Deodoro, na foto a mae Jaqueline Tavares Campos sai da dalegacia onde prestou depoimento e soube da morte da filha - Foto Gilvan de Souza / Agencia O Dia
Rio de Janeiro - RJ - 10/09/2020 - Corpo da jovem Thaysa Campos dos Santos que estava gravida e o corpo foi achado em Deodoro, na foto a mae Jaqueline Tavares Campos sai da dalegacia onde prestou depoimento e soube da morte da filha - Foto Gilvan de Souza / Agencia O Dia -
Rio - A jovem grávida que foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira na linha de trem em Deodoro, na Zona Norte do Rio, pode ter sido morta por traficantes da favela do Triângulo, segundo a delegada da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Elen Souto, responsável pelo caso.

Galeria de Fotos

Corpo de grávida que estava desaparecida é encontrado em Deodoro. Na foto acima familiares da Thaysa Campos na DDPA. Luciano Belford/Agencia O Dia
Polícia investiga desaparecimento de Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos Divulgação
Corpo de grávida que estava desaparecida é encontrado em Deodoro. Na foto acima familiares da Thaysa Campos na DDPA. Luciano Belford/Agencia O Dia
Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, desapareceu em Deodoro Divulgação
Corpo de grávida que estava desaparecida é encontrado em Deodoro. Na foto acima familiares da Thaysa Campos na DDPA. Luciano Belford/Agencia O Dia
Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, estava grávida de oito meses e desapareceu na última quinta-feira. Segundo a delegada, a família da vítima ficou sabendo, na madrugada de quinta para sexta-feira, que ela estava com traficantes. Segundo as investigações, ela morreu em uma favela dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), mas também frequentava, por vezes, comunidades que tem a criminalidade controlada pelos rivais do Comando Vermelho (CV).
"Essa atitude de frequentar comunidades controladas por facções rivais, pode ser interpretado por traficantes como informante, X9. E a gente sabe que essa desconfiança pode ser uma grande motivação para que esses criminosos cometam homicídios", explicou a delegada Elen Souto. 
Outra linha de investigação apurada pela DDPA é de que o pai da bebê e a esposa dele possam ter algum envolvimento com o assassinato de Thaysa. A Polícia Civil tem informações de que o casal também tinha conhecidos na comunidade do Triângulo. "O pai da criança era casado e nós sabemos que a mulher dele já havia dito categoricamente que essa criança não nasceria", contou a delegada. 
A delegacia especializada ainda apura uma terceira hipótese, de que ela possa ter sido morta por conta de uma discussão com a esposa de um miliciano, duas semanas antes de seu desaparecimento. Na ocasião, a mulher teria chegado a agredir a jovem grávida. 
Thaysa já estava na reta final da gravidez e foi morta na quinta-feira, após ir na favela para pegar uma bolsa de maternidade. "Pode ter sido uma emboscada", afirmou a delegada. "O chá de bebê seria no domingo. Apesar de se mãe solteira, ela queria essa criança. O enxoval e lembrancinhas da bebê já estavam prontos. A pessoa que matou ela tem plena consciência de que estava matando duas vidas", finalizou Elen Souto.
Por conta do estado avançado de decomposição do corpo, a perícia da Polícia Civil não pode afirmar qual foi a causa da morte da jovem. No entanto, foi constatado que Thaysa não tinha sinais de aborto. 
A Secretaria de Estado de Vitimados (SEVIT) informa que ofereceu atendimento psicológico e social para a família de Thaysa Campos. A equipe psicossocial conversou com a família da jovem grávida e vai acompanhar o caso.

Comentários