Passageiros enfrentam dificuldades em dia de paralisação do BRT - Luciano Belford/ Agência O DIAbrt, madureira, passageiros
Passageiros enfrentam dificuldades em dia de paralisação do BRTLuciano Belford/ Agência O DIAbrt, madureira, passageiros
Por Carolina Freitas
Rio - Após a paralisação dos três corredores do BRT (Transoeste, Transcarioca e Transolímpica) na manhã desta segunda-feira, o prefeito Eduardo Paes se reuniu com representantes do consórcio, à tarde, e informou que o serviço será normalizado ainda esta noite. "A determinação foi que eles retornariam ainda hoje. Nós também estabelecemos um prazo de 90 dias para fazer modificações necessárias no sistema dentro do contrato de concessão", disse.
Na reunião, Paes se desculpou com a população e classificou a ação como "um movimento coordenado". "Peço desculpas. Infelizmente, o sistema do BRT vem enfrentando uma situação ruim já há algum tempo. Nós buscamos desde o primeiro momento, na transição ainda, melhorar o sistema. Sete ou oito estações já haviam sido recuperadas. Infelizmente nós tivemos hoje um movimento coordenado do BRT, que deu decisão aos motoristas e não tomou nenhuma atitude para que a população tivesse alternativas neste dia".
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O prefeito disse ainda que, neste domingo (31), os concessionários negaram que haveria qualquer tipo de paralisação nesta segunda: "Eles sabiam que aconteceria a greve, mas negaram. Em paralelo, também não aceitaram qualquer tipo de atendimento a um plano de contingência que foi colocado ontem pela Secretaria de Transporte".
Quanto o pagamento dos funcionários do BRT, que alegaram estar atrasado, o político disse que a data para o salário sair é na sexta-feira (5). "Foi uma greve provocada por declarações deles. O salário não está atrasado. Um movimento entre as concessionárias e os empregados fez com que essa paralisação acontecesse. A prefeitura não tem que pagar salário de funcionário de empresa de ônibus. Entendemos que eles têm o direito de receber, mas nosso papel é cobrar da empresa, e não pagar o salário deles", afirmou o prefeito.
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Ainda na coletiva, Eduardo Paes admitiu que o contrato de concessão do BRT, feito por ele em seu mandato em 2010, não se sustenta e que foi um erro.
"Está claro que o contrato que está colocado hoje não se sustenta mais. A licitação feita em 2010 não tem acesso ao sistema de bilhetagem, o que era fundamental nos termos. Isso serve até para que possamos identificar que, eventualmente, existam desequilíbrios e que o sistema esteja subfinanciado".
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Em nota, o consórcio informou que "em razão de audiência marcada pela Justiça do Trabalho para amanhã, terça-feira, dia 02/02/2021, o BRT Rio suspendeu a aplicação do 5º. Termo Aditivo assinado com o Sindicato dos Rodoviários. Com isso, foi solicitado aos motoristas o retorno imediato ao trabalho". Da audiência participarão o Ministério Público do Trabalho, a Prefeitura do Rio, o BRT Rio e o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro.
A audiência está marcada para às 14h desta terça na sede do Tribunal Regional do Trabalho.
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Sistema BRT fechado
O BRT Rio ficou paralisado nesta segunda-feira nos seus três corredores (Transoeste, Transcarioca e Transolímpica). Segundo o consórcio que administra o transporte, alguns motoristas impediram a saída dos ônibus das garagens em protesto contra a perspectiva de atraso de salários este mês.
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A cidade entrou em estágio de atenção às 6h30 por conta da paralisação. O estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Há possibilidade de nova mudança de estágio devido a chuva ou outros fatores.
BRT anunciou que não tem dinheiro
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No sábado (30), o BRT divulgou nota para anunciar que não tem recursos para honrar os próximos compromissos prioritários, como o pagamento da segunda parte do salário de janeiro – em 5 de fevereiro – e a compra de insumos necessários à operação, como combustível, por exemplo.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, no BRT atuam cerca de 450 motoristas. Ele afirma que já havia informado a direção do BRT sobre a possibilidade de paralisação devido ao rodízio imposto aos funcionários. A situação piorou quando a empresa informou que não haveria condições de realizar o pagamento da categoria este mês.