Paulo Roberto
Paulo RobertoREPRODUÇÃO DE FACEBOOK
Por O Dia
Rio - Mais uma família carioca clama por justiça após a morte de um inocente. Parentes de Paulo Roberto Lourenço da Silva, de 45 anos, acusam policiais militares de terem baleado o ascensorista durante uma operação na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio. Segundo testemunhas, Paulo, conhecido na comunidade como Beto, estava a caminho da padaria quando foi atingido no abdômen. O disparo saiu nas costas. A PM fazia uma operação naquela tarde, inclusive com a presença de um blindado. 
Marco Aurélio, cunhado da vítima, afirmou que Paulo Roberto havia levado as sobrinhas na escola e retornava para casa, de bicicleta, quando entrou numa rua em que havia um confronto entre policiais e traficantes. Paulo Roberto foi atingido, e ao cair, chegou a gritar "sou morador, trabalhador".
Publicidade
"Minha sobrinha, que está grávida, pediu a ajuda dele para levar as crianças para a escola. E ele tem o hábito de se locomover de bicicleta antes de ir para o trabalho. Ele trabalha à noite, então levou as crianças. Quando já estava voltando, a polícia veio de surpresa, para surpreender os traficantes na praça, e ele vinha no sentido contrário, de bicicleta. A polícia alvejou dois traficantes e ele. Ele já caiu levantando o braço e dizendo ser morador, trabalhador. E mesmo assim a polícia não fez qualquer esboço de socorrê-lo", denuncia o cunhado. 
Paulo Roberto - ARQUIVO PESSOAL
Paulo RobertoARQUIVO PESSOAL
Publicidade
Segundo moradores, foi um PM aposentado, morador da comunidade, quem avisou aos militares de serviço que ele era inocente. "Foi quando um dos policiais parou de arrastá-lo, o colocou dentro de um outro carro e levou até o Hospital Albert Schweitzer". Dois suspeitos baleados no confronto também foram levados para a mesma unidade, mas não resistiram.
Paulo Roberto era ascensorista da unidade Tijuca do supermercado Guanabara. "Trabalhador, pai de família, tem dois filhos, uma neta de dois anos. Um cara sempre disposto a ajudar", lembra o cunhado. Ele será sepultado no domingo, às 14h, no cemitério de Ricardo de Albuquerque.
Publicidade
Operação teve três mortos e duas pistolas apreendidas
Nas redes sociais, a PMERJ informou que policiais do 14º BPM (Bangu) foram atacados por traficantes e que "três criminosos foram feridos". Agentes apreenderam duas pistolas e munições
Publicidade