2020-03-08 - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS/PARCEIROS - Protesto defendendo os direitos das mulheres, realizado no Museu de Arte de São Paulo, em 2020. Fotos: Niyi Fote/Parceiro/Agência O Dia
2020-03-08 - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS/PARCEIROS - Protesto defendendo os direitos das mulheres, realizado no Museu de Arte de São Paulo, em 2020. Fotos: Niyi Fote/Parceiro/Agência O DiaNiyi Fote/Parceiro/Agência O Dia
Por O Dia
Rio - Neste dia 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, direitos históricos conquistados vêm à tona em reportagens e debates. Mas para a educadora Maria Luiza Khury, para que esses avanços continuem acontecendo, é importante que as crianças sejam envolvidas nos debates sobre a luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens, a principal pauta feminista, reconhecendo o que já ocorreu no passado e pensando em como o mundo atual pode ser modificado.

"Se tem uma característica que marca esta geração é o fato de serem antenados com tudo o que está acontecendo no mundo, desde bem cedo, até por conta da facilidade que a tecnologia permite. Crianças hoje sabem desde que estão acontecendo manifestações até polêmicas políticas. Ou seja, têm acesso a grandes temas, e o feminismo é um dos que elas têm trazido para as rodas de conversa na escola. Esse é um gancho sensacional para se educar no dia a dia, tanto meninas quanto meninos, para a igualdade de gênero”, comenta Maria Luiza Khury, coordenadora da Escola Oga Mitá.

"Além dos debates sobre o que está acontecendo no mundo, existem clássicos da literatura infantil brasileira que abordam de forma lúdica e sensível esse tema, e que a família pode ler junto com a criança, como 'Faca sem ponta, Galinha sem pé', escrito por Ruth Rocha, ou até mesmo 'A Bolsa Amarela', de Lygia Bojunga. São livros que põem as crianças para pensar e que podem contribuir muito para uma formação mais igualitária. Como educadora, indico, inclusive, que a família faça a leitura com a criança lendo uma parte e os pais outra", diz Maria Luiza, que atua há algumas décadas com crianças.

"Sobre o dia de hoje, da mulher, não comemoramos na escola especificamente. Entendemos que assuntos do cotidiano, como o feminismo ou o racismo, precisam ser abordados durante todo o ano. Conquistas não vêm da noite para o dia, ou seja, não adianta lembrar questões que atravessam o feminino apenas no dia 8 de março, é preciso educar para a formação de novas gerações conscientes sobre a necessidade de novos direitos serem alcançados pelas mulheres", finaliza a coordenadora da Escola Oga Mitá.