O juiz federal Marcelo Bretas e ministro Gilmar Mendes
O juiz federal Marcelo Bretas e ministro Gilmar MendesMarcos Arcoverde/Estadão e Nelson Jr./STF
Por O Dia
Rio - Durante o julgamento da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que julga se Sergio Moro foi parcial em processos de Lula, o ministro Gilmar Mendes disse que o que se fala da 7ª Vara Federal do Rio, do juiz Marcelo Bretas é de 'corar frade de pedra'. Além disso, diz não saber como 'escândalo ainda não veio à tona'. Vale ressaltar que Gilmar não diz qual seria o suposto escândalo. 
Em reposta, Bretas usou seu Twitter para retrucar a fala de Mendes. "Como Juiz Federal há mais de 23 anos, 6 dos quais como titular da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, e com a consciência tranquila da lisura do trabalho ali desempenhado, NEGO VEEMENTEMENTE qualquer suposta irregularidade", diz. 
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Prisão de Cabral
No dia 29 de janeiro, o juiz federal Marcelo Bretas condenou o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) a 14 anos e 7 meses de prisão no âmbito da 'Operação Fatura Exposta', braço da Lava Jato no estado que mirava propinas em contratos da Saúde. Na época, com a nova sentença, a soma das penas chega a 280 anos. Cabral está preso desde novembro de 2016.
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Também foram condenados os empresários Gustavo Estellita (19 anos e 6 meses), Miguel Skin (22 anos e 9 meses), o ex-subsecretário Cesar Romero (18 anos), o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes (15 anos), o ex-assessor Luiz Carlos Bezerra (4 anos e um mês).
Em maio de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Cabral e outras seis pessoas investigadas na Fatura Exposta. Todos são acusados de corrupção passiva e ativa e organização criminosa por irregularidades cometidas na Secretaria de Saúde entre 2007 e 2014.
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A Operação Fatura Exposta, que revelou um esquema organizado de corrupção dentro da Secretaria estadual de Saúde. No processo, Miguel Skin e Gustavo Estellita são acusados da criação do sistema organizado que desviou verba, desde o início do governo Sérgio Cabral, em 2007.
De acordo com as informações do processo, o ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, teria implementado uma logística de desvio de valores quando foi diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Segundo consta nos autos, ele direcionava contratações de material hospitalar para Miguel Skin e Gustavo Estellita, que beneficiavam diretamente todas as empresas ligadas a eles.