Cenário do ‘Conto de Quem Sonha: uma experiência virtual’
Cenário do ‘Conto de Quem Sonha: uma experiência virtual’DIVULGAÇÃO
Por O Dia

Com a pergunta "Infância é tudo igual?" o projeto on-line Conto de Quem Sonha: uma experiência virtual faz temporada até o dia 28, com sessões gratuitas aos sábados e domingos, às 17h, no Youtube. A peça é idealizada por Clara Equi, moradora de Vargem Grande, na Zona Oeste, e Alain Catein. Ela nasceu quando a dupla viajava pelo Brasil com outro espetáculo infantil: Curupira, da Cia Boto Vermelho.

"Eu e Clara estávamos em viagem pelo Brasil com essa produção e nessas viagens tivemos contato com crianças do país inteiro e entramos em um debate sobre a 'geografia da infância'. Daí, nasceu a ideia de falar um pouco sobre as infâncias que são invisibilizadas, que não ganham espaço. Reunimos elenco, ensaiamos e pesquisamos juntos até e graças ao patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro através da Lei Aldir Blanc, chegamos no formato da peça: on-line, contando história de crianças bem diferentes, mas que sonham e que ainda são só crianças', explica Alain.

O texto conta 3 realidades diferentes: como brinca uma criança num lixão? Como é a rotina de uma menina cega? Como uma criança que trabalha faz para se divertir? Através de efeitos, animações e brincadeiras em casa, contamos essas histórias sobre as infâncias que mesmo diferentes ainda sonham.

Apesar de ter como público inicial as crianças, a temática do espetáculo pode ser entendida, absorvida e debatida por pessoas de diferentes faixas etárias. "É uma produção para crianças de todas as idades, para jovens, adultos e idosos, para pessoas que sonham e que tem saudade e amor pela infância. Dessa maneira lúdica, debatemos sobre a desigualdade social, a má distribuição de renda e de falta de oportunidades no nosso país. Temos muitas crianças que não são tratadas como e nossa peça vem para tentar mostrar que elas ainda são crianças, mesmo que a sociedade não as veja assim", ressalta Clara sobre os temas debatidos.

A produção ainda traz em suas apresentações acessibilidade (Libras e áudio-descrição). "Acreditamos que além de obrigatória, acessibilidade é questão de democratização do acesso, inclusão social e justiça. Então, temos que ser o máximo acessíveis em todas as nossas comunicações", completa ele.

Além do elenco, formado pelos atores Antônia Medeiros, Clara Equi, Gabi Levask e Mateus Penna Firme, o espetáculo traz elementos lúdicos que levam ao universo que quer retratar.

"Temos animação 2D (desenhos), stop motion e manipulação de bonecos com contação de história. Nos inspiramos em produções que fazem sucesso entre os pequenos e os adultos também como: Castelo Rá-Tim-Bum, Irmão do Jorel e animações da Pixar", diz Alain, que também é o diretor de Conto de Quem Sonha.

O espetáculo não é um musical, mas traz alguns momentos com músicas. "Quando pensamos em brincadeiras de infância, vemos que a musicalidade está sempre entrelaçada com esses momentos. No Conto de Quem Sonha: uma experiência virtual a música aparece dessa forma, como uma representante da brincadeira no cotidiano das crianças. As personagens cantam em cena como se essas músicas fossem compostas por elas no dia a dia - algo para trazer cor e alegria para o que se vive sempre", finaliza Clara, que assina a dramaturgia da história.

Os ingressos podem ser adquiridos, de forma gratuita, no site www.sympla.com.br/contodequemsonha. Mais informações pelo Instagram @contodequemsonha.

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