Pesquisa aponta que 95% das mães nas favelas não vão conseguir comprar comida
Pesquisa aponta que 95% das mães nas favelas não vão conseguir comprar comida Site Prefeitura do Rio
Por O Dia
Rio - As comunidades do Rio de Janeiro já registraram mais de 15 mil casos de coronavírus. Nas últimas horas foram cinco óbitos e 49 novos casos, segundo o painel 'Coronavírus nas favelas', criado pelo coletivo Voz das Comunidades. Dois dos cinco óbitos foram na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, dois no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte e um na comunidade da Babilônia/Chapéu Mangueira, na Zona Sul. Os dados foram divulgados na noite de quinta-feira.
Ainda segundo o coletivo, a média móvel é 66 casos por dia nos últimos sete dias. Isso representa um aumento de 187,04% em comparação a 14 dias atrás.
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Nas comunidades que o coletivo monitora, o painel já registrou 15.564 casos de coronavírus e 1.474 óbitos. O Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, é a comunidade com o maior número de casos, 1763, e óbitos, 173. Em seguida, o Complexo do Alemão, com 1.407 casos confirmados e 95 mortes. 
Medidas restritivas
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As medidas restritivas impostas pela Prefeitura do Rio começam a valer nesta sexta-feira e vão até dia 4 de abril, com objetivo de conter o avanço da doença. 
Não podem funcionar
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. Lojas de comércio não essencial;
. Shoppings;
. Bares, lanchonetes e restaurantes (só podem funcionar no esquema drive thru ou entrega);
. Boates;
. Danceterias;
. Museus;
. Galerias;
. Bibliotecas;
. Salões de cabeleireiro;
. Clubes;
. Quiosques;
. Parques de diversão;
. Escolas;
. Universidades;
. Creches;
. Eventos esportivos (incluindo jogos de futebol);
. Permanência nas praias (exceto atividades físicas individuais)
Podem funcionar
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. Supermercado;
. Farmácia;
. Transporte;
. Comércio atacadista;
. Pet shop;
. Lojas de material de construção;
. Locação de carros;
. Serviços funerários;
. Bancos;
. Serviços médicos;
. Mecânicas e loja de autopeça;
. Hotelaria, com serviço de alimentação restrito a hospedes;
. Igrejas, com limitações de pessoas;
. Postos de combustíveis
Taxa de mortalidade em leitos de UTI é de 40%

Na manhã desta sexta-feira, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, alertou para a disparada no número de internações diárias. A taxa que transitava entre 30 internações diárias disparou para 150 por dia.

"Esse é o dado preocupante. São pessoas que tiveram Covid da forma grave. Este é o momento mais grave. Tudo bem que antes a curva era menor porque não tinha leitos. Cresceu o número de leitos, mas cresceu o número de pessoas internadas. A mortalidade de um leito de CTI é de, no mínimo, 40%", comentou o secretário. O prefeito chamou o dado de "angustiante".

"De cada dez pessoas, quatro morrem. É horrível e angustiante dizer isso. Mas sem nossas medidas, esse percentual vai aumentar", disse Paes.