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Vendedores ambulantes descumprem decreto para impedir o avanço da covid-19 na Zona Oeste

Equipe de reportagem do O DIA flagrou um grande número de pessoas, algumas sem máscara de proteção, circulando pelas ruas

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    Grande movimentação de pessoas, algumas sem máscara de proteção, no calçadão de Campo GrandeReginaldo Pimenta / Agência O Dia
    Por O Dia
    Rio - O quarto dia de parada emergencial na cidade do Rio foi com episódios de descumprimento das regras impostas pela prefeitura, que proíbem a abertura do comércio não essencial até o próximo fim de semana. Na manhã desta segunda-feira, a reportagem de O DIA percorreu os centros comerciais da Zona Oeste e flagrou grande movimentação de pedestres, vendedores ambulantes e algumas lojas descumprindo as novas medidas restritivas para combater o avanço da covid-19.Alguns vendedores ambulantes, que também estão proibidos de trabalhar, esticaram suas lonas no calçadão de Bangu, na Zona Oeste, e reclamaram que eles têm contas a pagar e por isso precisam trabalhar para sobreviverem. 
    Já no calçadão de Campo Grande foi registrado um grande movimento de pessoas, algumas sem máscara de proteção, circulando pelas ruas. A maioria das lojas estão fechadas e as que estão abertas estão sendo fiscalizadas pela Secretaria de Ordem Pública (Seop). Segundo os agentes, esses comércios podem funcionar, porque fazem parte das atividades essenciais.
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    A reportagem de O DIA, questionou a prefeitura se estuda ampliar as restrições de circulação de pedestres nas ruas. No entanto, até o momento não obteve resposta.
    Vendedores ambulantes cadastrados podem pleitear, na prefeitura, o recebimento de um auxílio emergencial de R$ 500 durante os dez dias de parada - saiba como conseguir o benefício.
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    No sábado, muitos cariocas permaneceram na areia das praias de Ipanema e do Arpoador, na Zona Sul, o que é proibido. Grupos também faziam exercícios em conjunto - as atividades esportivas estão liberadas apenas individualmente.
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    Protesto
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    Na manhã desta segunda-feira, dezenas de empresários fizeram uma manifestação em frente à casa do prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa contra o fechamento das atividades não essenciais durante a pausa emergencial do estado.
    Portando faixas com os dizeres "A fome também mata" e "Nova Iguaçu não pode parar", os manifestantes pedem a reabertura do comércio no município.
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    "O Hospital Geral de Nova Iguaçu está quase em colapso. Na manhã desta segunda-feira (29), sua taxa de ocupação dos leitos de UTI era de 89%, enquanto os de enfermaria totalizavam 90%. Com a superlotação, a Sala Vermelha, que antes recebia os casos de trauma, foi readequada e se tornou ala da Covid-19. Essa medida é uma forma de garantir assistência aos pacientes de toda a Baixada Fluminense com a doença que buscam atendimento no HGNI. A Prefeitura de Nova Iguaçu decidiu decretar o fechamento de atividades não essenciais no município diante do agravamento no número de casos e internações por Covid-19 no HGNI", disse a prefeitura em nota.
    Medidas restritivas
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    As regras para suspender o funcionamento de atividades não essenciais começaram a partir desta sexta-feira e valem até o Domingo de Páscoa (4). O objetivo das autoridades é de esvaziar as ruas nesse período para barrar o avanço da covid-19 e tentar reduzir a fila para UTIs no estado que, nesta quinta-feira, superou a marca de 600 pacientes. A cidade do Rio e de Niterói aderiram à regras mais rígidas para conter o avanço do vírus. A medida vai ao encontro da decisão da Alerj em dar aval para os municípios definirem as regras compatíveis as situações locais da doença.
    Lojas não essenciais só podem funcionar no esquema drive-thru ou entrega. Os estabelecimentos que desacatarem a ordem podem ter de cumprir pena de até um ano e multa. A penalidade está descrita no artigo 268 do Código Penal e é aplicada em caso de desrespeito a "determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa". Os donos de bares e restaurantes também podem ter o alvará cassado.
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    Os fiscais poderão fechar os estabelecimentos por 15 dias, no mínimo, independentemente de outras punições. Além de poder cassar o alvará do proprietário. O decreto também autoriza, de forma excepcional, que agentes da Vigilância Sanitária terão autonomia para fechar estabelecimentos mesmo sem a presença de um representante da Secretaria de Ordem Pública (Seop) da prefeitura.
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