Henry Borel morreu aos 4 anos de idade. Padrasto e mãe do menino foram acusados e estão presos por homicídioReprodução internet

Rio - O abaixo-assinado criado que pede a sanção da Lei Henry Borel, criado pelo pai da criança, Leniel Borel, chegou a 600 mil apoiadores nesta segunda-feira (10). O projeto de lei 1386/2021 tramita no Senado desde o ano passado e prevê punições mais rigorosas para assassinatos de crianças quando causados por padrastos ou madrastas. A meta de Leniel é atingir um milhão de assinaturas até o dia 8 de fevereiro, um dia antes da audiência que julga Monique Medeiros, mãe de Henry e Dr. Jairinho, padrasto da criança.
Para o engenheiro, a data escolhida como meta também tem mais um significado — marca um mês antes da morte de Henry completar um ano. O objetivo é levar o abaixo assinado ao Senado e cobrar dos parlamentares celeridade na aprovação da norma. A ideia da campanha surgiu após Leniel pesquisar dados sobre o crescimento da taxas de crianças agredidas por ano no Brasil.
O menino Henry Borel foi morto no dia 8 de março de 2021. A mãe da criança, Monique Medeiros e o namorado, o ex-vereador Dr. Jairinho foram presos no dia 08 de abril, acusados de cometer o crime.
O projeto de lei ficou conhecido como Lei Henry Borel e já foi aprovado na Câmara dos Deputados em julho do ano passado. Agora, o texto é avaliado pelo Senado. Além do agravamento na pena, a medida propõe a criação do Dia Nacional de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e Adolescente, que será celebrado todos os anos na data de nascimento de Henry, dia 03 de maio.
Relembre o caso
Henry Borel morreu na madrugada do dia 8 de março de 2021. De acordo com a equipe médica responsável pelo atendimento, o menino já estava morto no momento em que chegou à emergência do Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As investigações e os laudos da Polícia Civil apontaram que a criança morreu em decorrência de agressões e torturas.
O padrasto, Dr. Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros, foram indiciados pelo crime. O casal responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas. Para a polícia, a mãe de Henry Borel era conivente com as agressões do namorado contra o filho.