De acordo com o levantamento, entre janeiro e dezembro de 2021, foram 81,3 mil chamadasFoto: reprodução internet

Rio - O Disque Denúncia (DD) divulgou um balanço com as denúncias anônimas recebida durante o último ano. De acordo com o levantamento, entre janeiro e dezembro de 2021, foram 81,3 mil chamadas sobre atividades criminosas em todo o estado do Rio. Com as informações repassadas à Polícia Civil, foi possível realizar a prisão de 374 criminosos, apreender 246 armas de fogo, entre fuzis e armas de porte, 7,7 toneladas de drogas de variados tipos e 4,3 mil cigarros contrabandeados que estavam sendo comercializados.
Em 2020 os números foram menores. Durante todo o ano foram 218 armas apreendidas, 1,3 tonelada de drogas, 215 presos que estavam foragidos, 555 animais silvestres resgatados, e 163.549 m2 de área degradada. 
Segundo o DD, 457 criminosos foragidos da Justiça foram capturados em 2021, alguns haviam fugido de outros estados do país. Já o programa Desaparecidos ajudou na localização de 67 pessoas que eram procuradas por suas famílias.
O Linha Verde do Disque Denúncia, canal para receber informações sobre crimes ambientais, recebeu informações sobre extração irregular de árvores, desmatamento florestal e guarda e comércio ilegal de animais silvestres. Além da área degradada total de 655.427m², identificada para recuperação, os agentes também libertaram um total de 1.009 animais silvestres comercializados ilegalmente, tendo sido apreendido ainda cinco balões de tamanhos variados e 115 produtos para confecção de linha chilena.
O programa Cidades, segundo o DD, esteve presente nos municípios de Angra dos Reis, Maricá e Niterói em 2021, totalizando juntas a apreensão de 44 armas de fogo, como fuzis e pistolas, 201 kg de cocaína, 74 kg de maconha e 518 pedras de crack. Foram detidos 71 criminosos e houve a identificação de 6880 m² de áreas ambientais degradadas para recuperação.

“Esses são os resultados do trabalho da incansável equipe do Disque Denúncia sob a liderança do Zeca Borges e com o apoio da sociedade civil, dos patrocinadores, das lideranças políticas nos municípios e de todas as polícias, que foram em busca das informações passadas pelos cidadãos ao Disque Denúncia”, afirmou Pedro Borges, Presidente do Instituto MOVRIO e coordenador-geral do Disque Denúncia.