Os nomes da vítimas e dos réus não foram divulgados e o processo segue em sigilo judicial Reprodução
Após a realização de diversas fiscalizações na unidade socieducativa, agentes do MP colheram elementos, confirmadas por relatos dos internos, que demonstraram os métodos ilegais e truculentos usados pelos servidores para manterem a ordem no local.
A representação feita contra os servidores destacava que 'o êxito da socioeducação depende da prática do respeito com o jovem, que apesar de estar privado de sua liberdade, ainda deve ter todos os seus direitos reconhecidos'. No entanto, mesmo com reconhecimento de tais direitos, a equipe do MP teria constatado que o cenário encontrado em uma das unidades de cumprimento de medida socioeducativa exatamente o oposto, com a imposição de castigos cruéis aos socioeducandos, acarretando graves violações aos direitos fundamentais dos adolescentes.
No ano passado, escândalos de abusos sexuais vieram à tona em uma unidade feminina do Degase na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A juíza Lúcia Mothe Glioche, titular da Vara de Execuções de Medidas Socioeducativas do Rio, determinou o afastamento imediato de cinco agentes e do diretor da unidade socioeducativa feminina Professor Antônio Carlos Gomes da Costa.






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