Para a operação, foram utilizados 35 reboques e quatro guinchos Divulgação/Enel

Rio - A Prefeitura de Petrópolis retirou 313 carros dos rios e ruas da cidade até a manhã deste domingo (20). Os veículos foram arrastados pelas fortes chuvas de terça-feira (15) e estavam obstruindo as vias, em cima das calçadas e dentro dos rios.

Para a operação, foram utilizados 35 reboques e quatro guinchos. Esse maquinário foi contratado pelo município em função do estado de calamidade pública decretado por conta da tragédia. Os veículos rebocados foram levados para o pátio do Morin. Todos os carros foram catalogados para possibilitar a identificação e a retirada por seus proprietários. Para isso, o dono do veículo deve telefonar para o pátio através do número (24) 99204-0647.

"Vale lembrar que não será cobrado nenhum valor do proprietário. Nenhuma taxa sobre o serviço ou para a utilização do pátio, nenhuma multa. Que isso fique claro”, disse o diretor-presidente da CPTrans (Companhia Petropolitana de Trânsito), Jamil Sabrá.

A remoção dos veículos vem sendo realizada desde quarta-feira (16) e seguirá pelos próximos dias.
Seguradoras devem indenizar 500 veículos na cidade
Em meio à tragédia provocada pelo pior temporal que assolou Petrópolis desde a série histórica, o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo estima que até esta sexta-feira o número de automóveis a serem indenizados será de 500 veículos. O número de indenizações já se aproxima de 400.
"Pode ser que ao longo de amanhã e do início da semana que vem, com aumento da facilidade de comunicação, haverá um número maior de atendimentos", explica o diretor executivo do sindicato, Ronaldo Vilela.

Para conseguir a cobertura do seguro, inclusive o seguro de vida, o segurado deve entrar em contato com sua corretora ou seguradora. O diretor executivo afirma que as empresas já montaram postos de atendimentos na cidade para agilizar o atendimento. 

"As pessoas atingidas, que tiverem seguro, têm direito à cobertura. Seguro de automóvel, ao dano sofrido do automóvel, em caso da residência, no caso do comércio, lojas, e até o seguro de vida, por morte da pessoa em decorrência da tragédia", reforça.

Questionado sobre a existência de prazo para acionar a seguradora, Vilela afirmou que o período não é curto e estima que a partir da semana que vem as condições para o contato devem estar melhores. "Hoje, as seguradoras dispõe de uma série de canais de atendimento. As seguradoras têm uma preocupação muito grande, principalmente neste desastre que ocorreu em Petrópolis", completa.

Este tipo de evento é coberto por uma categoria denominada "cobertura compreensiva", que assegura eventos como alagamento e outros tipos de danos provocados pela natureza. Segundo Vilela, a categoria é adotada pela maioria dos segurados. "O corretor orienta e a cobertura não é muito cara. A maioria contrata a cobertura compreensiva, decorrente desses fatos da natureza", tranquiliza.

Além de automóveis, também podem ser segurados motocicleta, ônibus, caminhão, entre outros. "Hoje a maioria das pessoas contrata essa cobertura. Não onera o preço e dá garantia", finaliza.