Maioria dos golpes eram aplicados no rosto da vítimaPolícia Civil / Divulgação

Rio - Dois dias após prestar depoimento, a jornalista Ana Luiza Dias, mais conhecida como Luka Dias, de 37 anos, vítima de agressão e cárcere privado, cometidos por eu ex-companheiro, voltou a comparecer na delegacia.

A vítima lembrou dos fatos que a levaram a denunciar o agressor e dos momentos que viveu dentro do apartamento em uma reportagem do Bom Dia Rio, da TV Globo.

"Eu reagi. A gente às vezes dá um 'start' na nossa vida e não podemos perder tempo. Então, pensei: 'É agora ou vou morrer'. E eu ia morrer, porque podia ter infecionado minha mandíbula. A fratura poderia ter pego a veia, eu tava com fratura craniana, está muito sério. Se eu continuasse lá, iria morrer. A mulher deve ser respeitada, amada, cuidada".

E completa, tentando entender o que fez seu ex-companheiro agir de tal forma. "Foi ciúme, misturado com loucura. Ele cria histórias na cabeça dele, falou que tinha clonado meu celular. Ele inventou um motivo e partiu para cima de mim e está aqui o resultado. Estou com uma mandíbula de titânio, estou torta."

A delegada Natacha Oliveira, responsável pelo caso, falou sobre a situação da vítima quando se dirigiu até a delegacia para registrar a ocorrência.

"A Ana compareceu à delegacia, na sexta-feira, com muitos sinais evidentes de lesões corporais, principalmente na região da face, informando que teria sido mantida em cárcere privado pelo namorado durante três dias, nesse período ele teria golpeado por diversas vezes a sua cabeça. E ainda teria torturado psicologicamente.".

Exames constataram que Luka sofreu traumatismo craniano e fratura na mandíbula. Até esta terça-feira (3), ela ficou internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) se recuperando dos ferimentos.

Fred Henrique Lima Moreira, acusado do crime, foi preso nesta terça-feira por policiais da 12ªDP (Copacabana). Ele morava na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, Zona Sul.

Policiais encontraram um cassetete e um soco inglês no apartamento do agressor e, segundo a delegada, eram esses os objetos usados para agredir a vítima. Uma réplica de pistola também foi encontrada pelos investigadores.

A polícia afirmou que a maior parte dos golpes era no rosto da vítima. "Socos eram concentrados na região de sua cabeça, causando traumatismo craniano, fratura da mandíbula e diversos hematomas pelo corpo", informaram agentes.
Em casos de violência contra a mulher, a vítima ou a testemunha devem denunciar através dos seguintes canais:

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180;
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher - DEAM;
Dique Denúncia - Ligue 197;
Polícia Militar - Ligue 190;
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, através do WhatsApp (61) 99656-5008.