Defesa de Dr. Jairinho fala em 'dia da reviravolta' ao chegar em audiência no Tribunal de Justiça do RioMarcos Porto / Agência O Dia

Rio - A Justiça ouve na manhã desta quarta-feira (1) os peritos do caso Henry Borel. O legista Leonardo Huber Tauil, que assinou o laudo de necropsia de Henry Borel, e o assistente técnico Sami El Jundi, contratado pelos advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. Jairinho e Monique Medeiros são acusados pela morte de Henry, filho de Monique, de quatro anos, em março 2021. O processo corre no II Tribunal do Júri da Capital.
Ao chegar para a audiência, a defesa de Jairinho afirmou que hoje será um dia de virada. Cláudio Daledoneafirmou que a defesa vai questionar a legitimidade dos exames apresentados após a morte do menino. A defesa de Jairinho também contesta que o menino tenha chegado morto ao hospital e ressalta que a polícia nunca investigou a hipótese de Henry ter sido vítima de um acidente.
"Nós iremos inquerir o perito do Estado, aquele que subsidiou o trabalho da polícia e sustenta a denúncia. Várias contradições, imperfeições, defeitos estão contidos em uma sequência de exames. Para dizer é no mínimo bizonho esses seis exames que eu não consigo chamar de exame", afirmou Dalledone.
Os peritos estão sendo ouvidos nesta quarta-feira a pedido da defesa de Jairinho. A estratégia da defesa é afirmar que o menino chegou com vida ao hospital.
A avó por parte de pai do menino Henry, Noeme Carvalho, diz que a família não tem dúvidas de que o neto foi vítima de agressão. Ela pediu uma corrente de oração para que a Justiça seja feita. O pai do menino, Leonel Borel, também veio ao Tribunal de Justiça acompanhar a audiência.
"Estamos aqui em prol de Justiça pelo meu neto. Com toda certeza ele foi vítima de agressão. Os médicos tem que chegar lá, tem que fazer os procedimentos, mas os médicos afirmaram que ele chegou com a mandíbula presa, não conseguiram fazer nada. Tá muito difícil pra gente", afirmou Noeme Carvalho.
No dia 13 de junho, será feito novo interrogatório de Jairinho, que não respondeu às perguntas na última audiência. Monique foi dispensada a pedido de sua defesa porque ela atendeu as perguntas no tribunal.
Jairinho acompanha a sessão de julgamento do presídio em Gericinó, por videoconferência. A imagem dele está sendo projetada no plenário da audiência.