A empresa Álcool Química Canabrava também foi denunciada por crimes ambientaisGoogle Street View
De acordo com a denúncia, por intermédio de empresas, eles adquiriam metanol, substância altamente tóxica, e misturavam ao etanol produzido pelo Grupo Canabrava. O álcool adulterado, por sua vez, recebia certificado de qualidade falso e era vendido para as principais distribuidoras de combustível do país, tais como Ipiranga, Shell e Petrobrás, que foram ludibriadas pelo esquema criminoso montado. A denúncia detalha que eles obtiveram vantagem ilícita superior a R$ 9 milhões com a venda do combustível adulterado
A investigação foi iniciada a partir da representação dos novos gestores da própria empresa, em virtude da destituição dos denunciados Ludovico Giannatasio e Antonio Luis, que exerciam os cargos de diretor-presidente e diretor-executivo do grupo Canabrava, respectivamente. O combustível fora do padrão foi identificado por agentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que coletaram amostras e constataram que o etanol estava adulterado por metanol. A apuração sobre a origem do combustível adulterado prosseguiu vindo a ser revelado um esquema milionário que, além de causar prejuízo às distribuidoras, lesou um número incalculável de consumidores que abasteceram seus veículos com combustível adulterado por metanol.
A empresa Álcool Química Canabrava também foi denunciada por crimes ambientais. A 1ª Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) determinou também o bloqueio de bens dos denunciados.






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